BB Seguridade tende a se beneficiar da melhora do resultado financeiro, diz presidente

Nós esperamos uma volta forte do resultado financeiro nos próximos trimestres, declara Ulisses Assis O terceiro trimestre de 2021 marca uma mudança nos ventos para a BB Seguridade, na visão dos executivos da holding de seguros, previdência privada e capitalização controlada pelo Banco do Brasil. Segundo o presidente do grupo, Ulisses Assis, em coletiva com jornalistas, a principal parte dessa tempestade que vivemos já passou.

Para Assis, nos próximos meses a companhia tende a se beneficiar da melhora do resultado financeiro, diante de aumento da taxa básica Selic, o que se reflete em um retorno maior de ativos de renda fixa, e também com um arrefecimento do descasamento entre os índices de inflação IGP-M, que corrige passivos de planos tradicionais da casa, com o IPCA, referencial de boa parte dos investimentos dos planos de acumulação.
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Nós esperamos uma volta forte do resultado financeiro nos próximos trimestres, diz o presidente da BB Seguridade. Segundo o executivo, esse aumento vai se somar ao crescimento observado no desempenho operacional que, durante o período de Selic baixa, mais que compensou a queda da linha financeira. São dois resultados robustos que vão nos nos permitir sonhar bem mais alto nos próximos trimestres, resume.

O diretor de relações com investidores, Rafael Sperendio, enfatizou ainda que, se forem descontados os efeitos do descasamento de passivos e ativos indexados pelo IGP-M e IPCA e do aumento temporário da alíquota de CSLL, de cinco pontos percentuais, que vigora até o fim do ano, o lucro do terceiro trimestre teria sido 10% superior ao do mesmo período do ano passado.

O presidente da BB Seguridade também enfatizou a mudança de cenário para outros fatores que têm impactado o resultado do grupo. De acordo com Assis, a sinistralidade também apresenta tendência de queda. Estamos chegando a quase R$ 1 bilhão de pagamentos de sinistros devido à covid-19, o que impacta o resultado, mas por outro lado, com avanço da vacinação, o número de óbitos vai diminuindo e vamos chegando a uma curva mais normalizada ao longo dos próximos meses.

Outro segmento que tem sido afetado tanto pela pandemia quanto pela crise econômica é a da previdência privada. De acordo com Sperendio, os resgates de planos de previdência já superam em mais de R$ 1 bilhão o visto no ano passado inteiro. Quando falamos de impacto da sinistralidade na Brasilprev, no ano passado inteiro tivemos R$ 6,2 bilhões de reversão de reservas e neste ano estamos com R$ 7,5 bilhões de reais em pagamento de benefícios, e a covid-19 tem responsabilidade grande nesse número.

Mas no caso dos planos de previdência aberta, como PGBL e VGBL, há outras variáveis que impulsionam os resgates. Segundo Assis, a crise causou um problema forte na economia com desemprego e inflação elevada, e muita gente tem precisado resgatar recursos investidos para despesas de custeio.

A companhia também tem observado mais saques para investimento em imóveis, diz o presidente da BB Seguridade. As pessoas passaram a ficar mais tempo em casa e estão resgatando para investimento imobiliário. No terceiro trimestre, houve resgates líquidos nos planos de previdência do grupo, que alcançaram R$ 1,2 bilhão. As reservas dos planos de aposentadoria, no entanto, atingiram R$ 311 bilhões, uma elevação de 4,4% ante o terceiro trimestre de 2020.

O presidente da BB Seguridade comentou planos de parceira para que a holding possa se lançar a mar aberto, sem depender tanto da distribuição pelo Banco do Brasil. A comercialização de produtos ainda é feita quase totalmente pela rede de agências, mas temos dez negociações de parcerias em andamento e uma em fase de assinatura com grandes players do mercado, afirmou.

Vejo oportunidade muito grande de crescimento tanto no que diz respeito à base de clientes do BB quanto em mar aberto. A ambição de ir a mar aberto, de termos parceiros, com certeza dará frutos.

Conforme Assis, essa possibilidade de distribuição de produtos fora das agências do banco, porém, é algo que só vai mostrar resultados no médio prazo. Qualquer novo canal que a gente coloque não vai ter uma representatividade tão grande no curto prazo por conta do potencial de crescimento do próprio canal do banco, acrescenta.

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