BC está perto de 500 milhões de transações do Pix
Segundo o chefe do departamento de competição e estrutura do mercado financeiro da autoridade monetária, instituição registrou em abril 478 milhões de transações por meio de seu sistema de pagamentos instantâneo O Banco Central (BC) registrou em abril 478 milhões de transações via Pix, afirmou nesta segunda-feira chefe do departamento de competição e estrutura do mercado financeiro da autoridade monetária, Angelo Duarte.
“Estamos chegando a 500 milhões de transações”, disse, em entrevista coletiva para comentar a consulta pública do Pix Saque e do Pix Troco. “Essas transações não estão se concentrando em poucas pessoas ou poucas empresas, há uma capilaridade.”
Segundo ele, o BC esperava, como vem acontecendo, que o “uso do Pix no varejo se desse numa velocidade mais lenta” do que no caso das pessoas físicas. Isso porque a adoção por empresas exige uma estrutura maior. Mas nas últimas semanas as transações no varejo têm crescido “a taxas mais elevadas” do que para pessoas físicas. “A curva de adoção no varejo está saindo de acordo com o que a gente esperava”, afirmou.
Pix. celular com Pix. chave-pix
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A previsão é que o Pix Saque e o Pix Troco entrem em vigor “definitivamente” em agosto deste ano, de acordo com o chefe adjunto do departamento de competição e estrutura do mercado financeiro do BC, Carlos Eduardo Brandt.
A ideia das funcionalidades, segundo Ângelo, é tanto ampliar a capilaridade dos pontos de saque quanto diminuir a “assimetria competitiva” entre grandes e pequenas instituições financeiras e de pagamento.
De acordo com ele, a implantação das duas ferramentas não é um incentivo ao uso do dinheiro físico. Isso porque, com o aumento dos pontos de saque, as pessoas tendem a andar com menos dinheiro em espécie, “já que podem sacar a qualquer momento”.
A consulta pública colocada em vigor nesta segunda-feira não obriga que o estabelecimento comercial tenha valores para saque ou troco via Pix. Não há, por exemplo, nenhum tipo de punição prevista. Caberá ao estabelecimento, caso ele deseje oferecer as funcionalidades, definir o dia e o horário em que isso acontecerá, valores mínimo e máximo, se ofertará o Pix Saque, o Pix Troco ou os dois e se os montantes serão trocados ou com um número redondo (múltiplos de R$ 20, por exemplo). Também não haverá restrições em relação ao tamanho do porte de empresas que aderirem.
Para oferecerem os serviços, esse estabelecimento precisará apenas “firmar um contrato bilateral com um participante do Pix”. “Normalmente o estabelecimento já tem esse contrato”, disse Brandt.

