Bitcoin e ether recuam pelo 2º dia, mas cripto pode voltar a ter ‘voo próprio’ em breve
Correlação com mercados tradicionais caiu sensivelmente, sugerindo um possível descolando de preços No último dia útil da semana e reta final do mês do outubro, o bitcoin (BTC) segue em baixa pelo segundo dia, mas ainda mantém o patamar de US$ 20 mil retomado no início da semana, apesar de ventos contrários nos mercados tradicionais. O comportamento é seguido pelo ether (ETH), moeda nativa da rede Ethereum, que segue acima de US$ 1.500.
A desvalorização das criptomoedas nos últimos dias ocorre em meio ao desempenho ruim da Nasdaq, bolsa em que são negociadas ações de tecnologia após resultados corporativos considerados frustrantes de Amazon, Meta, Apple, Alphabet e Microsoft.
As moedas digitais, no entanto, mantêm uma certa resiliência ao sustentar pelo menos em parte a recuperação de preços nos últimos dias, sugerindo possibilidade de descolamento das cotações, como ocorrido no início da semana, segundo analistas do setor.
Perto das 9h10 (horário de Brasília), o bitcoin recuava 1,7% nas últimas 24 horas, negociado a US$ 20.202,71, enquanto o ether tinha queda de 2,9% a US$ 1.501,57, conforme dados do CoinGecko. O valor de mercado somado de todas as criptomoedas era de US$ 1,02 trilhão. Em reais, o bitcoin tinha perdas de 2,4% a R$ 107.500, enquanto o ethereum registrava desvalorização de 3,39% a R$ 7.975,42, de acordo com valores fornecidos pelo MB.
Para André Franco, as principais criptomoedas voltaram seguir a toada dos últimos dias, apesar disso ocorrer em meio a uma menor correlação com os mercados tradicionais e ainda impactadas pelo cenário macroeconômico.
Segundo o especialista, com a correlação com os mercados tradicionais diminuindo, pode ser que daqui algumas semanas o mercado cripto possa responder a premissas próprias e não mais relativas à macroeconomia.
“A queda da correlação com o tradicional anima e é muito positiva para que o mercado cripto volte a andar por conta própria”, disse.
Franco destaca que nos dados on-chain não há grandes surpresas e que mais 4 mil bitcoins foram acumulados pelos investidores de longo prazo (LTH), estabelecendo um novo recorde nessa métrica.
Ontem, a Core Scientific, maior mineradora de criptomoedas do mundo, anunciou um calote de parte da sua dívida. A empresa disse em documento enviado à SEC, o órgão regulador do mercado financeiro dos EUA, que seus recursos em caixa estão se esgotando e que por isso decidiu deixar de pagar seus passivos com vencimento no final de outubro e início de novembro. As ações da empresa derreteram 78,13% a US$ 0,22 com a notícia.

