Bitcoin e ether seguem no vermelho apesar de melhora nos ativos de risco

Para analistas, o mercado cripto deve seguir pressionado até a primeira semana de janeiro em meio a volumes de negociações abaixo da média Bitcoin (BTC), ethereum (ETH) e as principais moedas digitais seguem com perdas nesta quarta, a poucos dias do encerramento de 2022, apesar de uma leve melhora nas perspectivas para o ativos de risco.

Maior das criptomoedas, o bitcoin variou em torno de US$ 16,6 mil, abaixo dos US$ 16,8 mil que vinha oscilando desde o final da semana passada. Já o ether, moeda digital da rede Ethereum, perdeu o patamar de US$ 1.200, evidenciando as dificuldades para as moedas digitais na virada do ano.

Entre as demais criptomoedas, destaque para a Solana (SOL), divisa apoiada pela FTX, que desaba mais de 9%, acumulando perdas de quase 20% nos últimos sete dias.

Perto das 9h20 (horário de Brasília), o bitcoin tinha baixa de 0,9% nas últimas 24 horas, cotado a US$ 16.680,45 e o ether recuava 1,9% a US$ 1.196,68, conforme dados do CoinGecko. A Solana (SOL) tinha baixa de 9,7%.

O valor de mercado somado de todas as criptomoedas do mundo era de US$ 833 bilhões. Em reais, o bitcoin registrava baixa de 0,75% a R$ 88.033,05 e o ether recuava 1,73% a R$ 6.317,11, de acordo com valores fornecidos pelo MB.

Para Rony Szuster, analista de criptoativos do MB, a tendência de queda retornou para as principais moedas digitais na reta final de 2022. Ele destaca, no entanto, que os dados on-chain

continua mostrando aumento do saldo de bitcoin nas mãos dos investidores de longo prazo, demonstrando resiliência da criptomoeda nesse segmento.

Para analistas, o mercado cripto deve seguir pressionado até a primeira semana de janeiro em meio a volumes de negociações bem abaixo da média. Os mercados tradicionais também sofrem com a cautela dos investidores, que desistiram de forçar um rali nos últimos dias do ano para reduzir o volume de perdas com ações e ativos de risco.

Na agenda da semana, o dado mais esperado é o de pedidos de seguro-desemprego na quinta, além do boletim econômico do Banco Central Europeu, que pode mexer com os ânimos nos próximos dias.

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