Bitcoin e ether terminam semana com recuperação apesar de temor de contágio da FTX
Maior das criptomoedas acumula uma recuperação de quase 6% nos últimos sete dias, enquanto o ether sobe perto de 10% Bitcoin (BTC), ether (ETH) e as principais moedas digitais chegam ao último dia útil de uma semana tensa registrando uma sensível recuperação nas cotações após a quebra da FTX. O bitcoin acumula uma recuperação de quase 6% nos últimos sete dias, enquanto o ether sobe perto de 10%.
Apesar da melhora nos preços, as duas maiores moedas digitais seguem em patamares consideravelmente inferiores em relação ao período anterior à implosão da FTX e quando bitcoin e ether davam sinais de descolamento do restante dos ativos de risco após um ano de forte correlação com os mercados tradicionais.
Nesta sexta, o bitcoin foi negociado pelo segundo dia seguido no azul, retomando o patamar de YS$ 16,7 mil, enquanto o ether segue oscilando pouco acima de US$ 1.200.
Perto das 9h15 (horário de Brasília), o bitcoin era negociado a US$ 16.751,44, com alta de 0,9% nas últimas 24 horas, segundo o CoinGecko. Já o ether estava em US$ 1.217,70, com valorização de 1,2%. Em reais, o bitcoin valia R$ 89.881,77 (alta de 0,83%) e o ether, R$ 6.536,57 (alta de 1,1%), segundo dados do MB.
Investidores do segmento de criptoativos temem os desdobramentos da quebra da FTX, que atingiu a Genesis e a Gemini, que suspenderam saques e operações de crédito e conta remunerada.
André Franco, chefe de pesquisa do MB, se mostra preocupado com a situação da Genesis, broker cripto que fazia empréstimos, parou saques e pode se tornar insolvente. “Diferente das demais plataformas de empréstimo, a Genesis possuía uma grande reputação com os investidores institucionais e a falência desse negócio poderia agravar ainda mais a situação do mercado. Acreditamos que mais coisas podem acontecer até o final do ano e por isso devemos ficar atentos aos desdobramentos do caso FTX”, disse.
José Artur Ribeiro, CEO da Coinext, reconhece que o tombo para o segmento foi geral e que boa parte das criptomoedas vão encontrar dificuldade para caminhar para uma recuperação mais sustentada no curto prazo.
Investidores que entendem os fundamentos dos seus ativos, utilizam estratégias como gerenciamento de risco e, principalmente, buscam ativos mais consolidados, estão mais tranquilos quanto à recuperação, sobretudo no médio e longo prazo. O bitcoin bateu o menor patamar desde 2020. No entanto, ao invés da preocupação sobre o fim deste ativo, muitos aproveitaram para comprar por um valor promocional”, disse.
Por outro lado, Franco destaca que os chamados investidores de longo prazo de bitcoin reduziram ainda mais suas posições, sugerindo que não estão tão confortáveis com as perspectivas de preço. Mais 2 mil bitcoins deixaram as mãos desses investidores, o que deixa a métrica quase com 80 mil bitcoins do topo histórico.
“Isso gera uma preocupação maior pois historicamente as diminuição da posição do LTH em momentos de lateralização significam mais quedas”, disse.

