Brasil deve ter cerca de R$ 15 bi em ativos de renda fixa aderentes às práticas ESG

No mundo como um todo, esse número já soma quase US$ 2 trilhões O Brasil tem um longo potencial para a emissão de ativos aderentes às práticas ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês), mas ainda está longe de sua capacidade. A estimativa do presidente do conselho da BlackRock e diretor da Anbima, Carlos Takahashi, é de que, no país, esse número esteja em torno de R$ 15 bilhões, considerando ativos de renda fixa, como debêntures.

No mundo como um todo, esse número já soma quase US$ 2 trilhões. Se olharmos a dinâmica do crescimento, isso possivelmente vai ser atingido com velocidade muito maior do que esperamos. Os Estados Unidos estão acelerando muito e a Europa já tem o tema consolidado, afirmou, ao participar do evento Rio, a capital dos investimentos verdes.

Para ele, o Brasil ainda está bastante longe do potencial que possui. O executivo citou que, até outubro, as emissões no país chegam a R$ 500 bilhões no total. Cerca de 60% são ativos de renda fixa, como debêntures. Os ativos que podem ser classificados como ESG ficam entre R$ 14 bilhões e R$ 15 bilhões.

No mundo todo, parte das discussões giram em torno de uma taxonomia sobre o assunto e como o mercado vai fazer a avaliação dos prêmios ESG.
Nem sei se temos a série histórica necessária para criar uma base. Mas, claramente, as empresas que não se adaptarem, seja por convicção, seja por seleção adversa, vão pagar um preço. É quase um hedge natural para amanhã não ser descontado, disse o diretor de participações, mercado de capitais e crédito indireto do BNDES, Bruno Laskowsky.

Bruno Dias, presidente da Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, disse que a entidade já utiliza filtros ESG para decidir aumentar ou reduzir sua participação em empresas. Acreditamos que o ESG faça parte do todo da empresa, e não tem como dissociar isso de todo o processo de investimento da Petros, afirmou.

Orlandow/Pixabay

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