Caixa registrou em 9 meses o 2º maior lucro líquido de sua história, diz Guimarães
Resultado de R$ 14,1 bilhões de janeiro a setembro só fica atrás de 2019 e representa uma alta de 87,4% sobre igual período do ano passado A Caixa Econômica Federal registrou em nove meses o segundo maior lucro líquido de sua história, segundo o presidente da instituição, Pedro Guimarães, em coletiva de imprensa sobre os resultados do terceiro trimestre. Segundo o executivo, o resultado de R$ 14,1 bilhões de janeiro a setembro só fica atrás de 2019 e representa uma alta de 87,4% sobre igual período do ano passado.
No terceiro trimestre, o lucro da Caixa aumentou 69,7% sobre o mesmo período do ano passado, para R$ 3,2 bilhões.
Guimarães enfatizou ainda que a carteira de crédito da instituição estatal, de R$ 842,3 bilhões, coloca o banco como o maior nesse quesito entre todos os rivais na América do Sul, incluindo os bancos privados brasileiros. O estoque de crédito cresceu 11,3% sobre o terceiro trimestre de 2020 e 3,2% em relação ao segundo trimestre deste ano.
O presidente da Caixa ressaltou que o crédito imobiliário continua com grande destaque do conglomerado financeiro. Segundo o executivo, o banco é o único do país no qual a carteira de financiamentos tem um índice de 91% de saldo com garantias. No caso do imobiliário, o estoque atingiu em setembro R$ 542 bilhões, com alta de 8,7% sobre o terceiro trimestre de 2020. O total das garantias de propriedades, conforme Guimarães, atinge R$ 1,107 trilhão, mais que o dobro do valor emprestado.
O presidente da Caixa destacou ainda que a instituição emprestou mais de R$ 72 bilhões para as micro e pequenas empresas durante a pandemia. No total, foram 426 mil operações realizadas entre 2020 e 2021.
Guimarães também citou as inciativas para enxugar os custos do banco. Tínhamos dez prédios na avenida Paulista [em São Paulo], por exemplo, o que era uma ineficiência. O executivo explicou que a Caixa renegociou contratos de aluguéis desses espaços, devolveu locais que julgou sem necessidade e tem avançado na venda de propriedades que não estão dentro da estratégia do grupo. Vamos chegar em 2022 com apenas 60 prédios e teremos vendido 200 até lá, afirmou.
De acordo com o executivo, entre 2019 e 2021 as iniciativas representaram uma economia nominal de R$ 628 milhões.
Guimarães apontou ainda o trabalho de reestruturação da Caixa Seguridade como um dos fatores para o resultado recorde. Se antes tínhamos apenas uma parceria, fizemos cinco novas ‘joint ventures’, que resultaram em R$ 9,8 bilhões recebidos nas negociações e mais R$ 800 milhões a receber de acordo com resultados.
As receitas com seguros aumentaram 437,3% em 12 meses. Isso foi reflexo do novo modelo de parcerias. O total arrecadado pelo segmento alcançou, no terceiro trimestre, R$ 441 milhões.
Guimarães destacou o fechamento da CaixaPar, que deve ocorrer até dezembro, como um dos pontos importantes para a mudança no nível de governança e de lucratividade do grupo estatal. Essa estatal da CaixaPar não tem nenhuma razão em existir, dava prejuízo e vários problemas que a Caixa tinha no passado estavam na CaixaPar, disse o presidente do banco.
Segundo Guimarães, quase todas as investidas pela CaixaPar já foram alienadas e existe apenas uma empresa no portfólio. Há questões judiciais a serem resolvidas, mas vamos colocar [essa empresa] na Caixa e vamos fechar a CaixaPar ainda este ano.
Guimarães destacou também a evolução da base de usuários digitais do banco. No aplicativo de habitação, houve crescimento de mais de 1.200%, entre dezembro de 2018 e setembro de 2021, no número de usuário do app, disse. A base agora atinge 3,65 milhões de celulares.
Segundo o executivo, a contratação digital de crédito imobilário por meio do app chegou a mais de R$ 1 bilhão em setembro deste ano.

