Charlie: startup oferece moradia de qualidade sem longos contratos

A startup Charlie é uma das competidoras de um ascendente mercado de imóveis on demand prontos para morar, onde o inquilino não fecha longos contratos e reside no local pelo tempo que desejar, de um dia a muitos meses. A empresa criada em julho de 2020 por Allan Sztokfisz e Flávio Ghelfond já atua em quatro capitais e opera com com mais de 320 quartos. OLX anuncia aquisição da startup de automação imobiliária Sohtec QuintoAndar anuncia compra da plataforma de serviços para condomínios NokNox Sö no Brasil, proptechs como Casai, Tabas e Housi estão apostando nesse modelo de moradia como serviço, voltados principalmente para pessoas com maior poder aquisitivo. Para encarar os rivais, a Charlie atua com mais de 20 importantes incorporadoras parceiras, como Trisul, Tecnisa, Gamaro, Cyrela, Next Realty, Lavvi, CCDI, FL2 e Famcorp. O serviço da Charlie aplica tecnologia de três formas: com uma plataforma cujos algoritmos calculam a rentabilidade do imóvel em tempo real, trazendo mais inteligência à precificação. na operação dos serviços, que conta com uma rede de terceiros de lavanderia, manutenção, limpeza de quarto etc. conectados e coordenados entre si. e na experiência do cliente, que com um aplicativo tem acesso 24 horas aos serviços e outros recursos, como fechadora eletrônica da entrada do imóvel. -Canaltech no Youtube: notícias, análise de produtos, dicas, cobertura de eventos e muito mais! Assine nosso canal no YouTube, todo dia tem vídeo novo para você!- Atualmente, o Charlie possui 13 empreendimentos com imóveis em São Paulo e Porto Alegre, mas já tem imóveis em construção ou negociação previstos para Recife e Rio de Janeiro. Ao todo, são 1.000 contratos assinados em 29 prédios. Para 2022, a empresa pretende dobrar o número de apartamentos e construtoras parceiras. Allan Sztokfisz, CEO do Charlie: startup tem 13 empreendimentos com imóveis em São Paulo e Porto Alegre (Imagem: Divulgação/Charlie) Como funciona o Charlie Os modelos de aluguel da empresa são, do mais caro ao mais barato, os seguintes: Smart Charlie: modelo mais básico, voltado a curtas temporadas ou viagens a trabalho.  Charlie: moradias com design inovador.  Crazy Charlie: segundo a empresa, são experiências únicas e sofisticadas, com alto design e serviços personalizados.  Para hotéis, usa ainda duas categorias espcíficas: suítes, que são apartamentos mobiliados e equipados com quarto, sala e banheiro. e By Charlie, unidades hoteleiras convertidas na proposta de locação da proptech. Queremos resolver as dores tanto do proprietário quanto do hóspede e do inquilino. Para o proprietário, desejamos aumentar a rentabilidade do imóvel, e do lado do inquilino, facilitar o aluguel sem aqueles contratos longos, e com o apartamento já pronto. Já o hóspede hoje tem muitos serviços com pouco valor, onde ele paga muito e recebe pouco. Vimos a oportunidade de entregar mais tecnologia às hospedagens também, diz Allan Sztokfisz, CEO do Charlie, ao Canaltech. No site da empresa, um apartamento Smart Charlie no bairro da Consolação custava R$ 210 por dia e R$ 5.180 por mês. Parece caro, mas Sztokfisz pondera que o valor inclui todas as taxas burocráticas e serviços, como aluguel, condomínio, IPTU, energia, água, gás e limpeza periódica. Por enquanto a startup conta apenas com dois investidores anjo, não revelados pelo executivo. Sztokfisz acredita que o momento é propício para o crescimento de propostas como a da Charlie, mesmo com uma concorrência no horizonte e um ano econômico difícil à frente. A taxa de ocupação dos apartamentos da startup era de 95% em novembro de 2021, por exemplo. Temos percebido mês a mês uma melhora na performance, ainda mais em relação ao pós-covid, e todos nossos indicadores de receita e ocupação estao super bem. E nesse momento de incerteza o inquilino não quer se prender em contratos longos. Uma solução mais flexível na nossa visão faz muito sentido nesse momento, afirma o executivo.

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