CNC: Intenção de consumo das famílias é a maior desde maio de 2020
Economista da entidade avalia que os números em março corroboram a melhora da percepção dos consumidores em relação às compras a prazo A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), índice apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), subiu 1,8% em março, perante mês anterior, para 78,1 pontos, a maior pontuação desde maio de 2020 (81,7 pontos). Na comparação com março de 2021, a alta do ICEC foi de 5,9%. Segundo a entidade, a expectativa de melhora com quadro de emprego no país, esse ano, impulsionou o resultado.
Isso é perceptível na evolução dos sete tópicos usados para cálculo do indicador. Foram registradas altas expressivas naqueles relacionados ao mercado de trabalho, informou a CNC. De fevereiro para março, foram observadas altas em emprego atual (2,6%). perspectiva profissional (2,8%). renda atual (3,2%). acesso ao crédito (1%). nível de consumo atual (1,7%). e momento para duráveis (0,8%). Nessa comparação, o único recuo foi registrado em perspectiva de consumo (-1,2%).
Já na comparação com março de 2021, houve altas em emprego atual (13,4%). perspectiva profissional (3,1%). renda atual (9,7%). nível de consumo atual (10,8%). e perspectiva de consumo (16%). Em contrapartida, foram detectadas quedas em acesso ao crédito (-5,2%). e momento para duráveis (-9,9%).
Em comunicado sobre o indicador, a economista da CNC responsável pela pesquisa, Catarina Carneiro da Silva, avalia que os números em março corroboram a melhora da percepção dos consumidores em relação às compras a prazo.
Mesmo com as famílias ainda considerando, em sua maior parte, dificuldade de ter acesso ao crédito, o segundo aumento seguido desse componente aponta que a renda mais equilibrada e maior confiança na manutenção do emprego proporcionam condições de consumo favoráveis o suficiente para compensar esse desafio, afirmou, em nota sobre o Icec.
Ainda segundo a economista, esse fator auxilia especialmente os bens duráveis. São itens que costumam ser adquiridos por meio de parcelamento, já que têm custos mais altos. Momento para Compras de Duráveis, que vinha em queda nos últimos meses, apresentou, em março, seu primeiro crescimento (0,8%).
Entretanto, a especialista admitiu que, mesmo com condições de consumo mais favoráveis, a incerteza em relação ao futuro, com os efeitos da guerra e as dificuldades econômicas internas, levou a uma queda de 1,2% em perspectiva de consumo. Na prática, comentou a economista, o dado sugere que as famílias ficarão atentas à evolução do ambiente econômico antes de consumir, nos próximos meses.
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