Como o Banco Original e a Shipay querem popularizar o Pix no varejo
Lançado em 16 de novembro do ano passado, o Pix – sistema de pagamentos e transferências instantâneas do Banco Central (BC) – caiu nas graças do público brasileiro mais rapidamente do que muitos esperavam. Em janeiro deste ano, ele já respondia por 78% de todas as transferências bancárias feitas no Brasil, segundo dados tanto do BC e da Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP). De acordo com os dados averiguados, entre os dia 1º e 17 de janeiro deste ano, foram efetuadas 87,1 milhões de transferências por meio do Pix no país, o que corresponde a 77,9% do total de transações dessa natureza. Os TEDs ficaram na segunda colocação, com 18 milhões de operações, seguido pelos DOCs, com 6,5 milhões. Para efeito de comparação, o uso do Pix em dezembro do ano passado representava 68,5% do total de transferências. Ainda conforme o levantamento, o valor médio das transferências pela plataforma do BC é de R$ 700 nos dados parciais de janeiro, um ticket médio 1302% maior do que os TEDs (R$ 49,90). No entanto, se entre os consumidores o uso do Pix mostra uma adesão acelerada, o mesmo não se pode dizer quanto ao seu uso no varejo em geral. Um das causas segundo vários especialistas é o desafio tecnológico de integrar a plataforma aos softwares das lojas e também com seus respectivos centros de distribuição e logística de entrega. Com isso, no começo deste ano, segundo dados do próprio BC, o Pix representava menos de 7% de todas as operações realizadas entre pessoa física e estabelecimentos comerciais. Mas esse cenário começa a mudar.

