Compras não presenciais sobem 16,2% e somam R$ 146,5 bi no trimestre
Já os pagamentos por aproximação dispararam 300%: de R$ 14,4 bilhões para R$ 57,5 bilhões entre julho e setembro deste ano A digitalização da economia avançou em 2021, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). As compras não presenciais passaram de R$ 126,2 bilhões no terceiro trimestre de 2020 para R$ 146,5 bilhões no terceiro trimestre de 2021, uma alta de 16,2%. Já os pagamentos por aproximação dispararam 300%: de R$ 14,4 bilhões para R$ 57,5 bilhões entre julho e setembro deste ano.
Questionado a respeito de como a popularização do PIX o avanço do open banking irão afetar a indústria, Pedro Coutinho, diretor presidente da Abecs, disse que o PIX teve um papel importante na redução do papel moeda em circulação, mas que até agora tem mostrado mais efeito complementar do que de substituição dos cartões de crédito.
“A indústria de cartões tem seu espaço assim como PIX e outros meios de captura. A multicanalidade é importante e os adquirentes precisam estar preparados a oferecer todas as opções de pagamento”, avalia o executivo.
O ano de 2021 também revelou um aumento no endividamento das famílias, que chegou a 59,2% da renda acumulada em 12 meses em julho ante números próximos de 50% em igual mês do ano passado. Excluindo-se o endividamento habitacional, esse número de julho cai para 36,5%.
Entretanto, a participação do rotativo no endividamento das famílias caiu de 2,6% para 2,1% na comparação entre julho do ano passado e julho deste ano. A inadimplência do cartão de crédito, por sua vez, subiu de 4% em julho para 4,8% em setembro, porém caiu ante os 6,3% em setembro de 2020.
“A inadimplência está bastante sob controle, sem problema para 2022”, diz Coutinho.
O executivo projeta que a indústria de crédito feche 2021 em R$ 2,59 trilhões e 2022 em R$ 3,12 trilhões, o que corresponderia a uma alta de 21% entre os dois períodos.
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