Computação quântica já entusiasma o setor financeiro
Painel no Febraban Tech 2022 discutiu potencialidades futuras da nova tecnologia, com aplicações inclusive para bancos
Aplicações práticas de computação quântica ainda estão um longe de se tornarem realidade, mas as expectativas do setor financeiro já são atuais. Para os debatedores de um painel específico sobre a tecnologia – que aconteceu durante o segundo dia do Febraban Tech 2022, realizado em São Paulo, capital – o setor financeiro não só pode se beneficiar dos algoritmos quânticos como também já é apontado como um grande financiador de pesquisas.
“É uma área que está aberta a ser explorada”, explicou Igor Regis Simões, gerente executivo de TI do Banco do Brasil. “O desafio agora é desenvolver métodos e algoritmos. A indústria financeira e bancária já criou ao longo das décadas algoritmos para resolver problemas [quânticos] dentro do que é possível – nós simplificamos a realidade para [poder] analisá-la.”
A partir desse argumento, Simões diz que os computadores quânticos poderão dispensar a necessidade de simplificação ou “poda da realidade” exigida pelos sistemas tradicionais, ou “pelo menos [chegar] mais perto dela” para assim analisar problemas complexos e mais próximos dos reais. Segundo ele, algoritmos quânticos darão aos clientes do setor bancário serviços “melhores e mais eficientes”, além de “levar a modelagem de produtos a nível de personalização que hoje não é viável”.

