Conselho do FMI aprova acordo com a Argentina para renegociar dívida
Novo programa, o 22º negociado pelo país com o Fundo, estabelece um período de carência de 4 anos e meio O conselho executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou nesta sexta-feira um acordo com a Argentina para refinanciar os US$ 45 bilhões em dívidas do país com a entidade.
A informação foi revelada por jornais argentinos. Representantes dos países do FMI aprovaram o acordo, endossado também pela diretora-gerente da entidade, Kristalina Georgieva.
O novo programa, o 22º negociado pelo país com o Fundo, estabelece um período de carência de 4 anos e meio, de modo que a Argentina terá que fazer os pagamentos das primeiras parcelas da dívida a partir de 2026, com término previsto em 2034.
Para refinanciar os US$ 45 bilhões devidos à entidade, o governo de Alberto Fernández se comprometeu a reduzir o déficit primário, passando de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022 para 0,9% em 2024.
A Argentina também aceitou cortar as emissões monetárias do Banco Central (BC) ao Tesouro Nacional para financiar os gastos do governo, como forma de reduzir a inflação, e eliminar gradualmente subsídios dados pelo governo à energia.
Com a aprovação por parte do conselho do FMI, a Argentina deve receber cerca de US$ 9,8 bilhões, que serão usados para cobrir o pagamento de uma parcela do programa anterior com a entidade e reforçar as reservas do Banco Central.
A votação pelo conselho do FMI era a última etapa do processo após o acordo ter sido aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado da Argentina.
Embora a conclusão da renegociação represente uma vitória para Fernández, o acordo com o FMI aprofundou um racha aberto dentro do governo após a derrota nas eleições legislativas do ano passado.
Aliados da vice-presidente do país, Cristina Kirchner, votaram contra o pacto negociado pela Casa Rosada no Congresso e fizeram várias críticas públicas a Fernández e ao ministro da Economia, Martín Guzmán.
Divulgação/Casa Rosada

