Cosan divulga detalhes de operação de ‘collar’ na compra de ações da Vale
Na sexta-feira (07), a companhia havia anunciado que pode montar uma participação de até 6,5% da mineradora A Cosan divulgou nesta segunda-feira mais detalhes do contrato de “collar”, pares de opção de compra e venda, que fez para aumentar sua participação na Vale. Na última sexta-feira, a companhia havia anunciado que pode montar uma participação de até 6,5% da mineradora.
De acordo com a empresa, 1,5% da participação será de compra direta sem “collar”, 3,4% serão de compra direta via o instrumento de compra e venda e 1,6% de exposição econômica via contratos de derivativos que podem ser convertidos em ações.
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A estrutura dos contratos de “collar” têm um financiamento equivalente à aproximadamente R$ 9 bilhões, assegurados pelo J.P. Morgan e pelo Citi. Já a estrutura de derivativos, se convertido, adiciona R$ 4 bilhões ao “collar”.
Sem divulgar valores dos gatilhos de compra (“call”) ou venda (“put”), a Cosan afirma que a put, comprada pela empresa, garante o valor da participação, enquanto a call, vendida pela Cosan, para reter o potencial desejado e subsidiar o custo do gatilho de compra.
“O J.P. Morgan e o Citi forneceram financiamento de até o valor presente do valor nocional da ‘put’ (líquido do prêmio do ‘collar’)”, diz a Cosan, destacando que o financiamento é sempre garantido pela “put” e um direito sobre as ações.
Se o preço final no vencimento, em 2024, for menor que o preço do strike (preço de exercício) da “put”, a Cosan pode vender as ações pelo preço de strike da “put” e pagar os bancos, ou ficar com as ações e receber dos bancos a diferença entre o preço final.
Caso o preço final estiver entre os preços de strike da “put” e da “call”, a Cosan mantém as ações. Se o preço no vencimento for superior ao preço da “call”, a empresa pode vender as ações aos bancos no preço do strike ou ficar com as ações e pagar a diferença aos bancos.
A Cosan nota que o valor do reembolso será o nocional do exercício da put, destacando que a estrutura montada garante que há sempre recursos suficientes após a liquidação do “collar” para amortizar o financiamento.
“Não há risco de crédito para a Cosan, pois o pacote de garantias composto pelas ações e ‘put’ sempre cobrirá o valor do financiamento”, comenta a empresa. A alta liquidez das ações da Vale também permite que a Cosan role o financimento do “collar”, reduzindo, mitigando e dando segurança quanto ao momento de amortização.
Luiz Henrique Guimarães, CEO da Cosan
Leo Pinheiro/Valor

