Criptomoedas recuam após testar novas máximas com cautela nos mercados
Para os próximos dias, analistas observam se o bitcoin terá força para romper novamente a casa de US$ 24 mil, podendo consolidar um respiro em meio ao atual cenário As principais criptomoedas voltaram a recuar nesta quinta-feira, dia marcado pela cautela nos mercados de risco com as atenções voltadas para o ajuste na política monetária pelo Banco Central Europeu.
Após ultrapassar a casa de US$ 24 mil na quarta-feira, o bitcoin devolveu parte dos ganhos dos últimos dias e voltou a oscilar em torno de US$ 22 mil, patamar das últimas semanas. Perto das 9h10 (hoarário de Brasília), a maior das criptomoedas era negociada a US$ 22.613,14, com baixa de 4,7% nas últimas 24 horas, segundo o CoinGecko.
No mesmo horário, o ether era negociado a US$ 1.488,61, com baixa de 7% nas últimas 24 horas, mas ainda acumulando uma valorização de 33,7% na última semana. Em reais, o bitcoin valia R$ 124.745,13 (baixa de 0,2%) e o ether, R$ 8.147 (baixa de 1,04), de acordo com o MB.
Para André Franco, chefe de pesquisa do MB, a notícia de que a Tesla vendeu 75% das suas reservas de bitcoin ajudou a virar o humor dos investidores, que se questionavam se o pior momento do inverno cripto já teria ficado no retrovisor.
“Infelizmente não foi dessa vez. O cenário que se mostrava positivo para o bitcoin foi atrapalhado pela Tesla. Isso causou um pouco de rebuliço, mas a notícia boa é que já tirou um grande vendedor compulsório do mercado”, disse.
Apesar do recuo das criptomoedas, o valor de mercado combinado de todas as moedas digitais ainda segue acima de US$ 1 trilhão, totalizando US$ 1,06 trilhão, segundo o CoinGecko.
Para os próximos dias, os analistas observam se o bitcoin terá força para romper novamente a casa de US$ 24 mil, podendo consolidar um respiro em meio ao atual cenário de desvalorização das criptomoedas. Em caso positivo, a maior das criptomoedas poderia voltar a US$ 26 mil.
Mesmo assim, grande parte do mercado teme novas baixas do segmento, alertando que os fatores macroeconômicos que motivaram o mercado de baixa – aumento de juros, perspectiva de recessão, guerra na Ucrânia, desaceleração na China, entre outros — seguem no radar.

