Depósitos compulsórios somam atualmente R$ 440 bilhões, diz BC
Diretor de política monetária avalia que o montante é bastante elevado, mas destaca que a autoridade monetária vem acelerando a agenda estrutural de redução desses recursos O diretor de política monetária do Banco Central (BC), Bruno Serra Fernandes, afirmou nesta quinta-feira que os depósitos compulsórios somam atualmente R$ 440 bilhões. Ele participou do 11º Congresso Internacional de Gestão de Riscos da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
O patamar, segundo o diretor, é “bastante elevado”, mas o BC vem desde o início da pandemia acelerando a “agenda estrutural de redução” desses recursos.
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Serra destacou, por exemplo, a queda dos compulsórios remunerados para um patamar de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Também lembrou que a alíquota efetiva de compulsórios é metade do que era em 2019.
“Podemos almejar bastante mais dessa agenda, mas precisa ser um processo seguro”, disse.
Além disso, afirmou que espera que “boa parte” de R$ 42 bilhões de compulsórios a prazo liberados durante a pandemia “não retorne” ao BC, já que as instituições financeiras poderão depositar debêntures e notas comerciais no lugar desses recursos.
No congresso, Serra também destacou que “o crédito tradicional para consumo está acelerando bem” neste ano, assim como “há uma aceleração bastante razoável desse mercado [de capitais], o que é bastante saudável”.
De acordo com ele, os fundos de crédito “voltaram a captar bastante”, enquanto as emissões primárias de debêntures e notas comerciais “estão no melhor ano da história” e o mercado secundário de debêntures também se encontra “em patamares recordes”. Já os spreads nas operações do mercado secundário “voltaram para o [nível] pré-pandemia”.

