Fintechs vão estimular, nos próximos 5 anos, redução de taxas e maior competição, diz FGC
Para diretor-executivo do FGC, é difícil prever como estarão as fintechs nos próximos cinco anos, se ocorrerá uma nova rodada de consolidação ou o ganho de participação de mercado O futuro da indústria de fintechs no país ainda não é claro, mas o que já pode ser previsto é que o ambiente para os bancos tradicionais será de maior competição e de redução de taxas para clientes, disse hoje o diretor-executivo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), Daniel Lima, em evento da agência de classificação de risco Fitch.
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Para Lima, é difícil prever como estarão as fintechs nos próximos cinco anos, “se ocorrerá uma nova rodada de consolidação ou o ganho de participação de mercado”, mas o aumento da concorrência deve certamente afetar as instituições mais tradicionais — e não necessariamente de uma forma negativa. “Eles vão ser mais eficientes, o custo vai ser gerido de uma forma mais eficiente, a segurança vai ser feita de uma forma diferente”, disse Lima.
Sergio Leite, responsável pela área de Crédito para Instituições Financeiras e Fundos de Investimentos da XP, destacou que o ambiente para as fintechs tornou-se mais incerto, considerando que a competição atualmente “não vem apenas do setor financeiro”.
“Você pode ter uma bigtech, uma varejista, uma empresa da economia real que, dada uma relação com uma base de clientes pode montar um arcabouço financeiro e, eventualmente, pegar uma licença bancária e operar”, afirmou Leite. “Eu acho que esse ambiente de incerteza e concorrência é hoje muito mais amplo, o que torna o cenário para as fintechs menos visível.”

