Fórmula do BC gera discussão sobre dever da autoridade de fomentar o emprego em sua política monetária

Economista defende que um dos cálculos do BC deixa o grau de ociosidade da economia de fora e, na prática, isso tende a uma maior carga de juros em sua estratégia de atuação no curto prazo O Banco Central deixou o grau de ociosidade da economia (chamado hiato do produto) de fora da versão mais recente da equação que ajuda a orientar suas decisões sobre a taxa de juros, a “Regra de Taylor”. A constatação foi feita ao Valor pelo economista-sênior da LCA Consultores e pesquisador do FGV Ibre, Braulio Borges. Ele avalia que esse dado mostra que o BC formalmente não considera o seu novo objetivo secundário, de suavizar flutuações econômicas e fomentar o pleno emprego, colocado pela lei que deu independência à instituição.

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