Gastos dos clientes com cartão Nubank aumentam ao se tornarem MEI
Gastos aumentaram de 13% para 15,3% entre os seis meses anteriores à abertura da MEI e os seis meses seguintes Uma pesquisa do banco digital Nubank divulgada nesta terça-feira mostra que os gastos com cartão pelos clientes da instituição aumentam de 13% para 15,3% entre os seis meses anteriores à abertura de uma microempresa individual (MEI) e os seis meses seguintes.
Ainda nesta base de comparação, os recursos destinados à casa passam de 8,7% para 9,6%. As despesas com transporte e vestuário, por outro lado, diminuem cerca de 1%, refletindo a nova realidade e mudança de prioridades do indivíduo por trás do MEI. Os dados se referem ao cartão do cliente pessoa física, uma vez que o Nubank não oferece cartão de crédito empresarial.
O estudo analisou o comportamento desses usuários de janeiro de 2014 até novembro de 2020 para entender como os 3,8 milhões de MEIs que são clientes pessoa física do Nubank (e representam mais de um terço dos 11,3 milhões de MEIs existentes no Brasil) se comportaram antes e durante o primeiro ano da Covid-19.
Segundo dados da Receita Federal, o número de MEIs no país aumentou 13,8% entre março e meados de dezembro de 2020. Esse crescimento acompanha a alta do desemprego, que atingiu 14,4% no terceiro trimestre do ano passado, segundo a Pnad Contínua divulgada pelo IBGE, e é uma das hipóteses que explica pico de 20,5% no número de clientes da fintech que optaram pelo microempreendedorismo individual em julho de 2020, em comparação com o mês anterior.
Entre os MEIs estão os jovens de até 25 anos, que representavam 27% dos novos entrantes desta faixa etária antes da pandemia. Com o aumento do desemprego e o agravamento da covid-19, esse percentual subiu para 30% em agosto de 2020. Segundo nota do Nubank, é possível que o jovem adulto tenha buscado outra fonte de renda ao se deparar com a perda do emprego CLT ou não conseguir ingressar no mercado de trabalho formal por falta de experiência.
O comércio varejista foi o segmento que mais atraiu microempreendedores individuais nos primeiros meses de pandemia: o Data Nubank identificou um pico em julho de 2020, atingindo a marca de 28% para novos MEIs – em março apenas 19,5% dos novos MEIs eram do comércio varejista. Já a categoria de alimentação apresentou um pico de 17% em maio do ano passado, destacando a oportunidade encontrada pelos MEIs com o aumento da demanda do consumo de comida em casa, por meio de serviços de entrega, em função das medidas de isolamento social.
Imagem retirada do Facebook / Nubank

