Gigante do back-office, BNY Mellon entra no segmento cripto com plataforma de custódia de bitcoin e ether
BNY Mellon obteve aprovação do Departamento de Serviços Financeiros de Nova York antes de lançar a custódia de criptomoedas O Bank of New York Mellon Corp. lançou uma plataforma de ativos digitais nos EUA que permitirá que alguns clientes detenham e transfiram bitcoin e ether.
A empresa, com US$ 43 trilhões em ativos sob custódia ou administração no meio do ano, “tem escala para reimaginar os mercados financeiros por meio da tecnologia blockchain e ativos digitais”, disse o CEO Robin Vince em comunicado.
A medida ocorre mesmo depois que a SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos EUA) publicou uma diretriz contábil em março que dizia que as empresas negociadas na bolsa que detêm criptoativos em nome de clientes deveriam tratá-los como passivos em seus balanços. A diretriz tornou a custódia de criptomoedas mais intensiva em capital para os bancos, que estão sujeitos a regras de capital.
A diretriz da SEC é “definitivamente algo que vemos como restringindo nossa capacidade de dimensionar totalmente nossa oferta”, disse Caroline Butler, CEO de serviços de custódia do BNY Mellon, em entrevista. Ainda assim, o banco seguirá a diretriz da SEC enquanto continua suas discussões com o regulador sobre esse tópico, acrescentou ela.
O BNY Mellon, que formou sua unidade empresarial de ativos digitais em 2021, obteve aprovação do Departamento de Serviços Financeiros de Nova York antes de lançar a custódia de criptomoedas. A empresa planeja expandir suas ofertas, como fornecer aos clientes acesso a exchanges de criptomoedas, demanda de mercado pendente, além de orientação regulatória.
O banco patrocinou uma pesquisa recente que constatou forte demanda por infraestrutura que possa acomodar ativos tradicionais e digitais e que 41% dos investidores institucionais possuem criptomoedas em seus portfólios. O banco fez parceria com as startups Fireblocks e Chainalysis – nas quais investiu – para desenvolver a plataforma.

