Gigantes chinesas reajustam políticas de NFTs para se adequar a regras estatais

Considerando que os NFTs servem apenas como objetos de troca e não revenda na China, o WeChat removeu várias contas da sua plataforma por violarem a política de comércio ilegal, enquanto outras Big Techs do país, como a Tencent e o Ant Group, tiveram que reajustar as regras das suas plataformas de NFTs para evitar possíveis repressões por parte de Pequim. China terá indústria de NFTs com blockchain própria bancada pelo governo Fintech do grupo Alibaba pune 56 contas por revenda de NFTs na China As políticas relacionadas às plataformas de NFTs das principais gigantes da tecnologia da China foram atualizadas para restringi-las ou removê-las devido à falta de clareza de Pequim em relação aos tokens não fungíveis — formalmente chamados de “colecionáveis digitais” no país asiático — e o temor relacionado à possível repressão das autoridades. De acordo com o site Jiemien, diversas contas de plataformas de colecionáveis digitais foram removidas do WeChat pela própria empresa por violação das regras que proibiam o comércio das artes. -Participe do GRUPO CANALTECH OFERTAS no Telegram e garanta sempre o menor preço em suas compras de produtos de tecnologia.- Outra plataforma digital que sofreu mudanças foi a WhaleTalk, lançada pelo Ant Group, braço financeiro do Alibaba. A empresa teve que alterar sua política para aumentar a penalidade para as pessoas que usam um mercado de balcão (OTC), ambiente em que ocorre a realização de operações que não estão registradas na Bolsa de Valores, para negociar os colecionáveis digitais. Qualquer atividade especulativa com NFTs é proibida pelas autoridades chinesas (Imagem: Amhnasim/Pixabay) Como mencionado anteriormente, os colecionáveis digitais não são proibidos na China, porém eles não devem ser utilizados como qualquer “forma de negociação especulativa”, como acontece com os NFTs no ocidente. As medidas de precaução tomadas pelas Big Techs vêm após o aumento do volume de transações ilegais envolvendo a compra e venda dos colecionáveis digitais — principalmente por bots. Outro detalhe é que, com a proibição das criptomoedas na China em setembro de 2021, todas as empresas envolvidas na operação de criptoativos sofreram alguma penalidade e muitas tiveram que encerrar suas atividades no país. Dessa forma, o ajuste das regras por parte das big techs em relação aos colecionáveis digitais pode ser uma forma de evitar mais repressão por parte das autoridades chinesas. Pequim endurece regras para tecnologias blockchain Após criminalizar o comércio e a mineração de criptomoedas, a China também continuou a reprimir diferentes esferas de redes blockchain descentralizadas no país, além de endurecer as regras para a população. Indivíduos que forem pegos realizando transações com moedas digitais poderão pegar até 10 anos de prisão e pagar multa de até R$ 400 mil, por exemplo. A China incentiva o mercado de NFTs e, apesar das últimas restrições, empresas como Tencent e Alibaba já registraram diversas patentes para seus próprios colecionáveis digitais. Por outro lado, a tendência de especulação e fraudes no setor também tem crescido à medida que o setor tem ganhado popularidade no país. Segundo as autoridades chinesas, as leis relacionadas às NFTs e criptomoedas criadas nos últimos meses têm como objetivo punir enriquecimento ilegal, além de manter a segurança e estabilidade econômica da nação. Por outro lado, também existe uma possibilidade de o governo querer evitar uma possível competição das criptomoedas com a sua própria moeda digital centralizada, o yuan digital (E-CNY).

Share