Golpes globais com criptomoedas superaram US$ 1 bi em prejuízos em 2021

Relatório divulgado dia (3) pela agência reguladora do comércio dos Estados Unidos (FTC – Federal Trade Comission), mostra que a combinação criptomoedas e redes sociais foi prejudicial para mais de 18 mil pessoas que foram enganadas por cibercriminosos em 2021. Instagram foi a plataforma preferida dos golpistas para abordar as vítimas. Golpes de cripto romance” causam prejuízos milionários Brecha na plataforma Mirror Protocol resulta em roubo de R$ 9 mi em criptomoedas Segundo a FTC em 2021 foram mais de 46.000 relatos de pessoas que foram vítimas de golpes envolvendo criptomoedas. Desse número, cerca de 40% foram abordadas em redes sociais. As plataformas preferidas pelos criminosos foram: Instagram (32%)
Facebook (26%)
Whatsapp (9%)
Telegram (7%) Em 2018, os prejuízos com golpes envolvendo criptomoedas foi de US$ 12 milhões (R$ 57 milhões). Em 2019, esse número passou para US$ 33 milhões (R$ 158 milhões). Já em 2020, o valor chegou a US$ 130 milhões (R$ 624 milhões). Em 2021, alta foi quase 60 vezes maior, chegando a mais de US$ 680 milhões (R_jobs(data.conteudo)nbsp.3,2 bilhões). -CT no Flipboard: você já pode assinar gratuitamente as revistas Canaltech no Flipboard do iOS e Android e acompanhar todas as notícias em seu agregador de notícias favorito.- Outro número preocupante é que o valor registrado apenas no primeiro trimestre de 2022 já é quase a metade do valor registrado no ano passado, US$ 329 milhões (R$ 1,5 bilhão). Os golpes com criptomoedas em geral afetam mais os novos usuários e investidores inexperientes (Imagem: Reprodução/Envato-LightFieldStudios) O fato de as pessoas ainda não estarem familiarizadas como as criptomoedas funcionam e que as transações com moedas digitais não podem ser desfeitas, uma vez realizada não tem como retroceder, beneficia os golpistas. A FTC explicou no documento que cerca de US$ 575 milhões (R$ 2,7 bilhões) de todas as perdas relatadas pelas vítimas foi relacionada a falsas oportunidades de investimento. Nesse caso, os golpistas prometem às vítimas muito dinheiro, que viria de forma rápida e fácil. Porém, é tudo falso. Os bandidos criam falsos sites e aplicativos financeiros, usados como maneira de comprovar rendimentos e manipular narrativas em busca de depósitos. As vítimas até conseguem fazer saque de valores baixos nessas plataformas, mas apenas para fazê-las pensar que o app é seguro — os bandidos desse tipo de golpe miram roubos mais altos. As principais pessoas afetadas pelos cibercriminosos foram pessoas com idades entre 20 e 49 anos, especialmente na faixa etária dos 30 anos.

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