Haddad toma posse na Fazenda em cerimônia concorrida
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, toma posse hoje do cargo, em cerimônia onde são esperados aproximadamente 700 convidados, entre os quais estarão empresários e políticos.
Ele já chegou para o evento, que se realiza no Centro Cultural Banco do Brasil, onde também foi realizada a transição de governo.
Presente à cerimônia, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, afirmou que a “expectativa é positiva” para a gestão do ministro à frente da pasta. Ele também elogiou a nomeação do vice-presidente, Geraldo Alckmin, para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).
Também estão presentes na posse o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, e a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros.
Andrade defendeu a necessidade de ser realizada uma reforma tributária. “O ministro Haddad quer discutir isso, é importante”, afirmou.
Para o presidente da CNI, “a reforma é a forma de ampliar volume de pessoas que pagam impostos e criar equilíbrio, porque quem paga mais impostos é a indústria”.
Ainda segundo ele, a “escolha de Alckmin é fantástica”. “Por ser vice-presidente, vai facilitar a discussão sobre medidas para o desenvolvimento”, disse. Andrade ainda afirmou que a indústria “nunca concordou” com a ausência do MDIC do governo nos últimos anos.
Também presente à cerimônia, o vice-presidente do setor privado do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), Jorge Arbache, afirmou que o equilíbrio entre fiscal e social é grande desafio, mas disse que agenda de distribuição de renda é importante.
Bancos multilaterais podem ajudar com o balanço para atrair instituições privadas para operações, como infraestrutura e PPI [Programa de Parcerias de Investimentos], inclusive com redução de taxas, destacou ao chegar à posse do ministro da Fazenda, Fenando Haddad, em Brasília.
Arbache ressaltou que tem dado ênfase à agena verde. Acreditamos que a reindustrializacao passa pela atração de investimentos estrangeiros para o país, disse. Onde há muita desigualdade, é difícil desenhar política pública, complementou.
Ton Molina/AP

