Hashdex aposta em gestão ativa com ‘quantitativo cripto’

O produto, chamado Top Performers, será um fundo de ETFs de criptomoedas, que funcionará na prática como um fundo de fundos Maior gestora de fundos passivos voltados a criptomoedas do país, a Hashdex decidiu entrar no segmento quantitativo com um veículo de gestão ativa para driblar a fase ruim que assola o universo “cripto”. O algoritmo do novo fundo buscará diversificar a aplicação em moedas alternativas com maior potencial de bater o referencial desse mercado, o índice Nasdaq Crypto, concentrado em bitcoin e ethereum.
Segundo Samir Kerbage, CTO da Hashdex, o fundo reproduzirá a estratégia de “momentum” dos fundos de ações no segmento das criptomoedas. Essa estratégia visa gerar ganho a partir de uma tendência observada no mercado, como o comportamento de determinadas moedas digitais em janelas de 30, 60 e 90 dias, se aproveitando da volatilidade para surfar movimentos de alta que tendem a se repetir.
“Esse fundo foi uma demanda dos próprios clientes que veem o bitcoin como uma moeda já consolidada que subiu muito. Todos querem saber qual moeda será o novo bitcoin. Esse fundo tende a captar esse tipo de movimento.”
Para Kerbage, além de aproveitar eventuais ondas positivas, esse fundo poderá captar resultados a partir de movimentos como ausência de consenso dos investidores na precificação dos ativos, eventos formadores de preço, diferentes intervalos de reação e fenômenos comportamentais, como o efeito manada.
“No mercado cripto, além desses fatores serem recorrentes, há também o mecanismo de incentivos da indústria para o uso e adoção dos criptoativos que podem gerar ciclos virtuosos de valorização dos tokens e dos projetos, reforçando a tendência dos criptoativos de protocolos vencedores continuarem a ter um bom desempenho”, disse.
O produto, chamado Top Performers, será um fundo de ETFs de criptomoedas, que funcionará na prática como um fundo de fundos do tipo multimercado de investimento no exterior.
Hoje, o investimento direto de fundos em criptomoedas não é permitido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Por esse motivo, a Hashdex criou uma série de fundos e de ETFs brasileiros que aplicam em criptomoedas no exterior. Como são regulados no Brasil, os produtos da Hashdex se tornaram uma porta de entrada para investidores institucionais locais e pessoas físicas que querem se expor aos criptoativos, mas dentro do ambiente regulado brasileiro.
A Hashdex é responsável pelo fundo de índice HASH11, o ETF de criptomoedas que chegou a ter R$ 3 bilhões e figurar entre os mais negociados na B3 no ano passado, antes do “inverno dos criptoativos”. Hoje, o HASH11 tem R$ 1,25 bilhão, praticamente a metade de todos os ativos sob gestão dos 11 fundos e ETFs com foco em criptoativos da casa.
Além dos fundos passivos, a Hashdex lançou há dois meses o fundo Crypto Selection, também de gestão ativa, sem algoritmos e com foco nas principais teses de investimento em criptoativos.
O Top Performers será distribuído nas plataformas de investimento da XP e do Itaú para investidores qualificados a um custo de 2% de taxa de administração e 20% de performance sobre o que exceder o índice Nasdaq Crypto.

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