Ibovespa volta a testar marca de 120 mil pontos com setor financeiro e exterior

Balanços e dados econômicos ganham atenção dos investidores O Ibovespa retoma a marca de 120 mil pontos no início do pregão desta sexta-feira, em um movimento que se apoia em um ambiente relativamente favorável para mercados emergentes e um bom desempenho do setor bancário, principalmente com o avanço dos papéis de Banco do Brasil (BB).

Às 10h50, o Ibovespa aumentava 0,76%, para 120.832 pontos, acompanhando o ganho de ativos emergentes no exterior e os ligeiros avanços em Wall Street após dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos. O volume financeiro estava em R$ 3,8 bilhões.
O número de criação de vagas nos EUA em abril ficou bem aquém do esperado, o que sinaliza, ainda, necessidade de estímulos no país e afasta o risco de um aperto antecipado.

No cenário local, o que também ajuda o desempenho do Ibovespa hoje é o impulso vindo das ações do setor financeiro, após divulgação dos balanços de B3 e Banco do Brasil. O lucro líquido da B3 atingiu R$ 1,25 bilhão, aumento de 22,5%. Já Banco do Brasil (BB) registrou lucro líquido ajustado de R$ 4,913 bilhões no primeiro trimestre de 2021, alta de 44,7% em relação a igual período de 2020. O resultado ficou acima da projeção dos analistas ouvidos pelo Valor, de R$ 4,028 bilhões.
Para os analistas do Credit Suisse, os resultados dos BB foram positivos e devem favorecer o desempenho das ações. Eles explicam que o baixo custo do risco no trimestre foi o grande impulsionador do lucro em relação a estimativas no mercado. No entanto, essa linha do balanço ainda tem a sustentabilidade sob questão, considerando que ainda há R$ 26 bilhões em empréstimos em período de carência. Entre os pontos que podem ajudam no futuro, os profissionais dizem que “menores provisões podem ser uma fonte de aumento para nossos números em função do bom desempenho da formação do crédito inadimplente (NPL).

Há pouco, Banco do Brasil ON tinha alta de 3,22% e B3 ON ganhava 3,39%. Pegando carona nesse avanço, Bradesco ON subia 0,87%, Bradesco PN avançava 0,71% e Itaú PN tinha alta de 0,59%. Já Santander Units ganhava 0,20%.

O grande destaque do dia no setor corporativo é a disparada de CCR, que sobe mais de 8%. A empresa informou hoje que o conselho de administração da companhia recebeu carta enviada pela acionista Andrade Gutierrez Participações S.A. aos demais signatários do acordo de acionistas por meio da qual a AG Participações comunicou a intenção de alienar a totalidade das ações de emissão da CCR vinculadas ao acordo, representativas de 14,86% do capital social da empresa.

Voltando para a safra de balanços, Lojas Americanas e B2W operam em leve alta, de 0,20% e 0,14%, respectivamente. . Lojas Americanas encerrou o primeiro trimestre com prejuízo de R$ 162,9 milhões, 231% maior que o prejuízo de um ano antes. Já B2W registrou prejuízo de R$ 163,6 milhões no primeiro trimestre alta de 51,5% em comparação às perdas registradas no mesmo período de 2020.

De forma mais geral, o setor de varejo também atrai atenções por causa dos resultados de vendas no varejo de março, que ficaram acima da mediana das expectativas apuradas pelo Valor Data. O varejo restrito teve queda de 0,6% na comparação com fevereiro, resultado bem mais ameno que o recuo esperado de 3,9%. Já o varejo ampliado cedeu 5,3% no período, também melhor que a expectativa, de baixa de 11,2%.

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