Inteligência artificial e ambiente de nuvem híbrida definem futuro dos bancos
Integração e flexibilidade para atender melhor e mais rapidamente às necessidades dos clientes exigem soluções que unifiquem peças diferentes de tecnologia e criem valor duradouro para o setor financeiro Após dois anos de uma pandemia global que demandou muitas adaptações de pessoas e empresas no mundo todo, o setor de serviços financeiros parece estar se adaptando a uma nova realidade. Muitas medidas implementadas temporariamente estão agora prestes a se tornar permanentes e uma nova estrutura está surgindo nesse segmento.
Estudo global realizado pela IBM Industry Academy aponta que as prioridades do setor para 2022 incluem uma real reinvenção dos processos, um modelo cada vez mais centrado no cliente, com digitalização de ponta a ponta, e uma evolução do uso de dados e inteligência artificial.
“Para atender a essas novas demandas dos clientes e do setor financeiro, as instituições necessitam de parceiros capazes de maximizar valor da arquitetura técnica composta por diferentes elementos – seja hardware, seja software ou serviços – e integrá-los”, diz Mirian Cruz, Digital Strategy Leader e Industry Academy Member da IBM.
As soluções da IBM, parceira histórica dos bancos no Brasil e no mundo, foram desenhadas de maneira exclusiva em um ambiente de nuvem híbrida aberta para dar a segurança e o dinamismo necessários para ajudar as instituições bancárias a aumentar sua participação de mercado e seu valor em um setor em constante mudança.
O fato é que, nos últimos anos, os bancos vêm sendo impactados também pela transformação dos modelos de negócios de setores como comércio, viagens, saúde, entretenimento, industrial, manufatura e muitos outros. Os serviços financeiros são um facilitador importante para todos esses ecossistemas e precisam se adaptar a esses novos ambientes, sem comprometer a expansão de sua carteira de clientes e receita.
Fazer isso requer uma arquitetura de negócios moderna, que sirva de apoio a uma colaboração segura e, muitas vezes, inovadora. As novas parcerias geralmente trazem mais valor aos negócios e, por essa razão, não podem ser limitadas pela complexidade nas interações. “Hoje, os bancos podem, por exemplo, aprofundar e estender sua participação e colaboração nos diferentes ecossistemas usando uma abordagem padrão em plataformas de nuvem”, completa Mirian.
Uma das principais características do portfólio de software, middleware e serviços de consultoria da IBM é que estão orientados para garantir que os bancos possam continuar a alavancar os investimentos feitos em infraestrutura e software enquanto inovam em aplicativos que incorporam tecnologia de ponta. A IBM vem trabalhando com clientes de todo o mundo e identifica áreas em que essa abordagem oferece o máximo impacto, com automação de negócios, aplicativos, dados, integração, segurança e automação de TI.
Um dos cinco maiores bancos da Espanha, por exemplo, adotou pacotes de software da IBM – o IBM Cloud Pak – desenvolvidos com base na plataforma da Red Hat OpenShift para gerenciar cargas de trabalho e aplicativos em toda a infraestrutura de nuvem, adotando adicionalmente tecnologias avançadas como IA e soluções de computação quântica e blockchain.
Em uma parceria de cocriação, a IBM e a instituição financeira espanhola estão trabalhando para desenvolver novas soluções para o setor bancário com o objetivo de ajudar no processamento de um grande número de transações em um ambiente aberto, seguro e escalável, proporcionando melhores experiências aos clientes. O objetivo do banco é que toda informação esteja acessível em todo ecossistema da instituição em tempo real, em um ambiente de nuvem híbrida.
Com foco principal na inovação tecnológica para o setor, o banco espanhol já tinha desenvolvido em parceria com a IBM uma aplicação de inteligência artificial para serviços financeiros. Construído com o IBM Watson, o assistente virtual baseado em IA gerencia mais de 1,5 milhão de conversas com clientes a cada mês e lida com uma variedade de tarefas, como ajudar funcionários do banco a obter rapidamente informações detalhadas e relevantes sobre novas ofertas de clientes e atender clientes móveis via chat com funcionários no dia a dia.
Outro exemplo importante de inovação vem da Índia, onde 60% da população tem menos de 35 anos e é altamente digitalizada. Para um dos grandes bancos estatais indianos, a chave para o futuro é digital. Especialmente após a pandemia de COVID-19, que tornou a digitalização indispensável tanto para alívio de curto prazo quanto como elemento central de esforços de recuperação sustentável de longo prazo, de acordo com estudo do Banco Mundial.
Com esses elementos em mãos, o banco indiano criou uma parceria com a IBM para desenvolver uma plataforma online abrangente baseada em quatro pilares: um banco digital para conveniência, uma superloja financeira que oferece investimentos e outros serviços financeiros, um mercado online com produtos de estilo de vida de parceiros, e uma transformação digital geral com análises que conectaram essas opções de ponta a ponta.
Com foco em insights e experiência de pessoas reais, a equipe envolvida no projeto aplicou a metodologia ágil e focada no usuário, trabalhando em estreita colaboração com designers, arquitetos e analistas do IBM Garage para colaborar em todos os aspectos do projeto.
À medida que o banco desenvolvia jornadas de clientes, os times também trabalhavam para projetar fluxos de trabalho inteligentes e construir um sistema robusto de segurança e estabilidade para dar suporte à solução. Fluxos de trabalho inteligentes envolvem hoje tecnologias como IA, automação, blockchain, 5G, análise avançada e nuvem para mudar a trajetória e a própria natureza do trabalho do banco, adicionando maior visibilidade, insights em tempo real, e o poder de corrigir problemas em várias funções de negócios. E os resultados estão apenas começando.
Para Mirian Cruz, da IBM, os desafios do setor bancário vão continuar se multiplicando, e inovar é inevitável. “Muitas organizações já começaram a abordar algumas ou a maioria dessas necessidades imperativas. Todas, porém, estão cientes de que um novo modelo de consumo de serviços financeiros e digitalização acelerada em todo o setor exige que as instituições ajustem o curso e comecem a transformação real hoje”, reforça Mirian.

