Intenção de consumo das famílias sobe 1,3% em janeiro, diz CNC
De acordo com a entidade, um maior ímpeto de consumo entre famílias de menor renda impulsionou a alta no indicador A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), subiu 1,3% em janeiro de 2023, em relação ao mês anterior, para 93,9 pontos, com expansão de 23,1% ante janeiro de 2022.
Foi a maior pontuação desde abril de 2020, detalhou a CNC em comunicado divulgado nesta terça-feira. De acordo com a entidade, um maior ímpeto de consumo entre famílias de menor renda impulsionou a alta no indicador.
Na passagem de dezembro de 2022 para janeiro de 2023, todos os sete tópicos usados para cálculo do ICF tiveram alta: emprego atual (1%). renda atual (2%). nível de consumo atual (0,3%). perspectiva profissional (0,6%), perspectiva de consumo (2,7%). acesso ao crédito (0,1%) e momento para duráveis (1,2%).
Na comparação com janeiro de 2022, houve elevação respectiva de 22,2%, de 31,8%, de 27,7%, de 25,1%, de 21,3%, de 13,5%, e de 19,6%.
Ao separar a evolução do ICF por faixas de renda, a CNC detalhou que, entre os com renda até dez salários mínimos mensais, a alta de confiança foi de 1,9% no mês, com aumento de 25,7% ante janeiro de 2022. Já na faixa de renda acima de dez salários mínimos mensais, houve recuo de 1% ante dezembro de 2022, com alta de 15,1% na comparação com janeiro de 2022.
Para a economista responsável pela ICF, Izis Ferreira, os consumidores de rendas média e baixa acreditam em melhora das condições de consumo, nos próximos meses.
“Uma das causas do otimismo é a ampliação do principal programa de transferência de renda do governo, com o pagamento do valor mínimo de R$ 600, além do incremento de R$ 150 por criança até seis anos”, explicou em comunicado sobre o indicador.
Segundo ela, essa injeção de mais recursos nos orçamentos das famílias gera ânimo ao consumo mesmo com maior endividamento e dificuldade de acesso ao crédito.
Em contrapartida, notou Izis Ferreira as famílias de maior renda estão mais frustradas com a conjuntura econômica e menos dispostas a gastar no começo de 2023.
“Os consumidores desse grupo estão menos satisfeitos com o nível de consumo atual, pois estão pagando mais pelos serviços em geral, e mais descontentes com a perspectiva profissional e com o acesso ao crédito, que está mais caro e seleto”, afirmou a pesquisadora.
No informe, o presidente da CNC, José Roberto Tadros, acrescentou ainda que inflação mais contida nos últimos meses, ante meses imediatamente anteriores, tem favorecido renda disponível para consumo – mesmo com maior endividamento das famílias, no período.
Tomaz Silva/Agência Brasil

