iPhone 16 | Analistas projetam poucas mudanças frente ao iPhone 15

Em análise divulgada pelo banco britânico Barclays nesta terça-feira (2), os analistas da instituição financeira derrubaram a nota de investimentos das ações da Apple ao projetar que a gigante não ofereceria mudanças significativas com o iPhone 16. Recomendando a venda, os especialistas também apontaram que a Maçã teria um 2024 conturbado, enfrentando novos processos regulatórios e uma provável queda na demanda de produtos e serviços, especialmente nos países desenvolvidos. Apple Vision Pro pode chegar em 27 de janeiro, dizem fontes Entenda por que o The New York Times processa Microsoft e OpenAI No relatório, o analista Tim Long justificou as projeções negativas ao citar que o iPhone 15 foi desanimador (em relação às novidades oferecidas), e afirmou que o Barclays não espera ver mudanças significativas com o iPhone 16. Não é de hoje que especialistas têm apontado que o mercado de smartphones premium como um todo está estagnado, mas a Apple tem sido uma das marcas mais criticadas pela postura mais conservadora, que opta por implementar pequenas mudanças em cada geração, em vez de apostar alto em inovações. Relatório do banco britânico Barclays cita o iPhone 15 como um desapontamento pela falta de inovações, e projeta que o iPhone 16 também não terá grandes novidades (Imagem: Divulgação/Apple) Apesar disso, a falta de grandes modificações não seria o único motivo por trás da perda de confiança — Long cita ainda a redução na demanda por produtos da Maçã, entre iPhones, Macs e iPads, especialmente nos países desenvolvidos. A análise acredita que haverá um crescimento em países emergentes, como o Brasil, mas os ganhos não seriam suficientes para cobrir a queda nas regiões de maior poder de compra. -Podcast Porta 101: a equipe do Canaltech discute quinzenalmente assuntos relevantes, curiosos, e muitas vezes polêmicos, relacionados ao mundo da tecnologia, internet e inovação. Não deixe de acompanhar.- O analista dá foco especial à situação da Apple na China, onde a marca norte-americana perdeu força frente a uma forte recuperação da Huawei no mercado chinês. Fora isso, desafios regulatórios preocupam a instituição financeira, entre elas as disputas de patentes de monitoramento de oxigenação do sangue do Apple Watch com a empresa de saúde Masimo, e as discussões sobre taxas da App Store, que já supera o hardware ao representar quase um quarto da receita da gigante de Cupertino. O processo relacionado a patentes de recursos do Apple Watch foi outro fator que fez o Barclays reduzir a nota de investimentos da Apple (Imagem: Ivo Meneghel Jr/Canaltech) Curiosamente, o Barclays não foi a única instituição a derrubar a nota da Apple e recomendar a venda de ações da marca — o Itaú BBA, divisão de investimentos do Banco Itaú, já vinha sugerindo que a gigante enfrentaria um cenário pouco animador desde julho de 2022, citando motivos similares. É difícil dizer se a Maçã realmente terá problemas que impactem seus negócios, mas as análises acabam afetando o financeiro da marca de toda forma. A análise mais recente derrubou a projeção de valor das ações em US$ 1 (~R$ 5), de US$ 161 (~R$ 790) para US$ 160 (~R$ 786), o que reduziria o valor de mercado da Apple em US$ 90 bilhões (~R$ 440 bilhões), situação desagradável para a companhia quando consideramos sua forte valorização no final de 2023, que a fez ser a primeira empresa a valer mais de US$ 1 trilhão (~R$ 5 trilhões). O preço por ação seria ainda o menor em sete semanas.

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