Mercado Bitcoin reformula marca de olho em simplificação e expansão internacional

Empresa passará a ser conhecida como MB, e unificação da identidade terá foco especial no private e na tokenizadora O Mercado Bitcoin fez uma reformulação da marca e quer ser conhecido apenas como MB daqui para frente, em um processo que dará enfoque especial à unificação de suas atividades de “private banking” e da tokenizadora de ativos. A iniciativa faz parte de um plano de expansão internacional da empresa. De acordo com Reinaldo Rabelo, CEO do MB, “é mais fácil um país novo entender tudo como MB do que como marcas separadas”.
Rabelo explica que o MB já tem uma exchange autorizada pelo banco central em Portugal, a CriptoLoja, e tem planos para expansão também na América Latina. “Não operamos, mas vamos operar em outros países da região. Dependemos das autorizações regulatórias ainda”, adianta.
Um dos cuidados neste processo de unificação das marcas é o de simplificar para o cliente o conhecimento de atividades como a de “private”, focada em investidores com aplicações maiores. Com isso, o MezaPRO passa a se chamar MB Private e esse ramo específico da gestora ParMais se tornará parte do MB One, uma espécie de nível intermediário entre o cliente de base e o private.
Robson Harada, diretor de marketing e crescimento do grupo 2TM, ressalta que no MB One o investidor não terá um assessor pessoal para auxiliá-lo nos investimentos, mas poderá encaminhar suas dúvidas e buscar assistência em um pool de especialistas. “No private, o atendimento é um para um e no MB One é um modelo de mais escala”, resume.
“Adquirimos uma gestora que já nasceu focada nesse atendimento pessoal e consolidamos a operação. Quando falamos em investimento não deveríamos criar fricção tendo mais do que uma marca”, destaca Rabelo, lembrando da aquisição da gestora ParMais. Tirando o private, as outras áreas da ParMais comporão a marca MB Assets.
Já em relação à tokenizadora, o MBDA e a Clearbook se tornarão MB Tokens e a operação seguirá com o objetivo de originar R$ 600 milhões em tokens de ativos em 2022. “É um projeto que tratamos com bastante relevância e carinho. O [presidente do Banco Central], Roberto Campos Neto, fala que tokenização é mais importante até do que a sua stablecoin. Por isso, fortalecemos o braço de tokens, consolidando as ações para renda fixa de recebíveis e também a parte relacionada a investimento em empresas e projetos”, acrescenta Reinaldo Rabelo.
Por fim, o MB anuncia também que seus clientes mais ativos passarão a ser atendidos pela MB Traders, com um time especializado em operações de curto prazo e uma sala de trade exclusiva para criptoativos.

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