Ministro do Meio Ambiente destaca Comitê Interministerial em painel paralelo à COP26
Segundo Joaquim Leite, Brasil tem a oportunidade de fazer uso racional de recursos naturais para transitar para uma economia verde: “Mais vale uma árvore em pé do que uma deitada” O ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, destacou nesta sexta-feira a criação do Comitê Interministerial sobre a Mudança do Clima e o Crescimento Verde, que abordará a redução de gases de efeito estufa e a conservação florestal. “Mais vale uma árvore em pé do que uma deitada”, afirmou em painel paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP26).
Segundo o ministro, o Brasil tem a oportunidade de fazer uso racional de recursos naturais para transitar para uma economia verde.
“Em Glasgow [sede da COP26], se falava em US$ 100 bilhões para a nova economia verde, mas já estão falando em US$ 4 trilhões por ano da iniciativa privada”, disse Leite.
Segundo o ministro, o New Development Bank (NDB), o banco dos países do Brics, oferece US$ 2,5 bilhões para incentivar a economia verde, com juros baixos que ele não chama de “subsídio”, “mas de juro verde”. “O Brasil vai buscar fazer acordo com países que tem fragilidades na agricultura, que não sabem fazer uma agricultura de baixo carbono como nós”, afirmou.
Floresta+
Leite também antecipou o lançamento da plataforma Floresta+. Sem detalhar o projeto, ele disse que se trata de um meio de gerar pagamentos por serviços ambientais para quem “cuida da floresta”.
“O produto da floresta tem que remunerar quem cuida dela. A proteção da floresta acontece todo dia. Quem vive na floresta precisa ter a mesma qualidade de vida de quem vive fora dela – ou mais – porque esse indivíduo precisa proteger a floresta”, afirmou.
Ministro do Ambiente, Joaquim Leite
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Ele lembrou que o extrativista depende da safra, do preço do produto para sobreviver. “Mas a conservação da floresta acontece todo dia e o produto da floresta depende disso”, disse.
Segundo Leite, o Brasil oferecerá tecnologia e estrutura por serviços ambientais para que eles sejam globais. “Nós temos a tecnologia e muita gente desconhece.”
De acordo com ele, mais do que levar o comando e controle para a área ambiental, a plataforma Floresta+ levará incentivo, remuneração e “reconhecimento para quem faz uma atividade de preservação ambiental”.
“É um desafio global. É importante o Brasil ser protagonista desse processo de remuneração por conservação. A solução vem da bioeconomia, do pagamento por serviços ambientais”, concluiu.

