Não restringimos crédito para outras empresas, diz Itaú sobre caso Americanas
Para o diretor-presidente do banco, “trata-se de um caso isolado O Itaú não restringiu crédito para outras empresas em função do caso Americanas, disse nesta quarta-feira o diretor-presidente do banco, Milton Maluhy Filho, sem citar o nome da varejista. O banco não cita o nome da Americanas por uma questão de sigilo bancário, tratando o caso como o de “uma empresa de grande porte que entrou em recuperação judicial”.
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Para Maluhy, “trata-se de um caso isolado. Então, não vemos efeito contaminação” de outras empresas, acrescentou. O evento também não impactou na construção do guidance para 2023.
“Foi fraude e é algo que a gente tem que acompanhar os desdobramentos”, disse. “Não tomamos decisão de restrição creditícia para outras empresas em função do evento.”
Questionado sobre o motivo de ter provisionado 100% do crédito, Maluhy afirmou que a decisão considerou o impacto apurado até o momento, além das incertezas. “Achamos prudente provisionar 100%”, disse.
Sobre a avaliação do risco sacado em outras companhias, o presidente do Itaú disse que as operações desse tipo são comuns no mercado e que foram feitas avaliações em outras companhias. “Não encontramos fragilidades em outras empresas que fazem uso do produto”, disse. “Fraude não acontece de forma generalizada.”
Maluhy notou que o resultado financeiro do Itaú no quarto trimestre de 2022 veio acima do esperado pelo mercado, se for considerado o efeito de um evento subsequente de uma empresa do setor do varejo (Americanas).
Segundo ele, os analistas não levaram em consideração em suas projeções qual seria o efeito do evento. Por isso, a comparação com o consenso deve ser feita considerando os R$ 8,4 bilhões de lucro que Itaú teria sem os efeitos das provisões. A expectativa do mercado era de lucro de R$ 8,2 bilhões.
O diretor financeiro do banco, Alexsandro Broedel, disse, por sua vez, que 100% do crédito concedido à varejista foi provisionado. “A exposição [a Americanas] está totalmente provisionada, um pedaço foi provisionado agora e outro pedaço é de provisões que já existiam”, afirmou. Isso significa que nos próximos exercícios o banco não terá novos impactos negativos da recuperação judicial da Americanas.
“Obviamente, não temos potencial de ‘downside’. Se a gente recuperar algo, essa recuperação terá impacto positivo”, disse Maluhy.
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