Novo Marco de Garantias pode ampliar oferta de crédito a taxas mais baixas, diz Febraban

Para a entidade, é “fundamental” que os agentes econômicos tenham acesso a garantias com liquidez e baixo risco de recuperação, de forma que possam minimizar o risco de perdas O projeto de lei do Novo Marco de Garantias, anunciado nesta quinta-feira pelo governo, foi bem recebido pela Febraban, cujos associados representam a maior parte do mercado de crédito do país.

“Com mais garantias, maior simplicidade e possibilidade de recuperação mais célere, podemos ter uma ampliação da oferta de crédito e a taxas mais baixas”, afirma o presidente da Febraban, Isaac Sidney, por meio de nota.
De acordo com o texto, o crédito tende a se expandir quando há condições favoráveis, como um ambiente de negócios que ajude a mitigar o risco de inadimplência e de perdas. A Febraban cita dados do Banco Central (BC) segundo os quais 32% do spread decorre de custos da inadimplência, “o que significa que o arcabouço legal vigente proporciona pouca efetividade das garantias”.

Para a entidade, é “fundamental” que os agentes econômicos tenham acesso a garantias com liquidez e baixo risco de recuperação, de forma que possam minimizar o risco de perdas.

A recuperação de garantias no Brasil é mais baixa e mais lenta do que na comparação com outros países, o que encarece a oferta porque torna as operações mais arriscadas para os bancos.

“A proposta apresentada pelo governo tem o mérito e o potencial de ampliar as garantias, o que é uma medida inclusiva”, diz o presidente da Febraban. “Mais famílias e empresas terão a oportunidade de oferecer garantias em suas operações de crédito e com isso ampliar a sua capacidade de tomar empréstimos e a taxas mais baixas.”

Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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