Open Finance é atalho para autonomia do consumidor
Colocando sempre o cliente no centro, o banco BV avança na agenda, com personalização sendo uma das palavras-chaves do negócio Principal iniciativa do Banco Central (BC) em sua agenda de modernização do sistema financeiro brasileiro, o Open Finance já é uma realidade no dia a dia do banco BV. Com a finalização da primeira fase de compartilhamento de dados entre instituições financeiras, o BV acelera para tangibilizar a seus clientes os reais benefícios do Open Finance.
“Até o momento, 35% das pessoas que compartilharam dados com o BV, como dados de transações de conta-corrente e cartão de crédito, tiveram aumento nos limites de crédito”, conta Mariana de Camargo Assumpção, coordenadora de Estratégias de Open Finance do BV.
A coordenadora conta que o banco trabalha atualmente não só na inteligência dos dados recebidos da segunda fase como também na implantação da terceira fase do Open Finance, que prevê, na prática, a integração de serviços, com o início de transações de pagamento e a possibilidade de os clientes ganharem autonomia para aceitar ofertas de crédito. “O Open Finance vai nos permitir conhecer melhor o consumidor. Ao utilizar essas informações, conseguimos ajustar de forma mais assertiva as ofertas, auxiliando-o na construção de uma vida financeira mais tranquila.”
Gerente executivo de Crédito do BV, Carlos Eduardo Mello acrescenta que o exemplo do limite de crédito é apenas a ponta do iceberg. Há muitos avanços ainda por vir, mas tudo passa por fazer um assertivo tratamento dos dados cedidos pelos usuários, de forma que sejam entregues ofertas contextualizadas a eles. A revolução do Open Finance está aí. Ou seja, entregar produtos e serviços que façam sentido para as necessidades das pessoas, às vezes até surpreendendo-as, pois talvez elas nem percebessem quanto aquela oferta tinha coerência.”
O BV firmou em fevereiro uma aliança estratégica com o Google Cloud. A parceria está centrada em coinovação e no uso intensivo de inteligência de dados. “A parceria tem conexão direta com o Open Finance, uma vez que ela nos ajuda a sofisticar nossos modelos de ciência de dados”, explica Mello.
“Outro parceiro estratégico é a Klavi, plataforma SaaS especializada em processamento de dados financeiros e geração de insights. Juntas, Klavi e Google vão auxiliar a interpretar melhor o universo de dados que temos para entregar valor real aos nossos clientes”, explica Assumpção
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Ambiente favorável
Tanto para Mello quanto para Assumpção, o nível de maturidade digital do sistema financeiro brasileiro é um ativo que facilita a transição do ecossistema atual para o Open Finance. Como exemplo, ela faz uma referência ao Pix, outra importante ação do BC dentro de sua agenda de inovação.
“O Pix foi amplamente aceito pelos consumidores”, destaca Assumpção. De fato, desde o início de sua operação, em novembro de 2020, o sistema de pagamentos já tem mais de 360 milhões de chaves cadastradas.
E, segundo estudo da Febraban, tem aprovação de 85% dos brasileiros. “O Pix está acelerando a digitalização do sistema financeiro e, mais ainda, educando também o consumidor sobre a segurança desse ecossistema”, acrescenta. “O sistema financeiro brasileiro é referência mundial. A regulamentação do Open Finance é bem estruturada, com camadas de segurança efetivas e formas de autenticação modernas e seguras”, diz Mello.
Para Assumpção, o Open Finance é só o começo de uma longa jornada de ultrapersonalização, que trará muitos benefícios aos brasileiros. “O setor financeiro é um privilegiado por iniciar essa jornada rumo ao conceito de Open Data, que gradualmente irá atingir todos os setores do nosso mercado consumidor. Já estamos presenciando iniciativas parecidas surgindo ainda de forma individualizada, como o Open Insurance e o Open Health. Sabemos que no futuro toda essa integração fará parte de um único ecossistema.”
Na opinião da coordenadora do BV, a instituição que tiver a melhor inteligência para o tratamento dos dados vai ser a que realmente vai entregar valor aos seus clientes e, consequentemente, colher os frutos do Open Finance.

