Pandemia aprofunda desigualdade entre mulheres e homens no empreendedorismo
A pandemia de coronavírus ampliou a desigualdade de gênero nos pequenos negócios, segundo um estudo do Nubank com o Sebrae e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Em 2020, MEIs liderados por homens apresentaram uma receita média 10,8% superior à das mulheres. Nos primeiros sete meses de 2021, essa diferença subiu para 23%. Mulheres sofrem mais para manter negócios no empreendedorismo brasileiro Projeto reprograma é escolhido pelo Google por incentivar mulheres na tecnologia A base de análise do estudo veio de três fontes: os clientes do Nubank que abriram conta pessoal e de pessoa jurídica na fintech, além de donas e donos de micro e pequenos negócios. o banco de dados de pequenas empresas do Sebrae. e análises e recomendações sobre políticas públicas do BID, realizados a partir de dados públicos. Outros dados importantes da pesquisa do Data Nubank — a plataforma de estudos sobre finanças do Nubank — foram: -Siga no Instagram: acompanhe nossos bastidores, converse com nossa equipe, tire suas dúvidas e saiba em primeira mão as novidades que estão por vir no Canaltech.- O número de mulheres empreendedoras caiu 50% a mais do que o número de homens que fecharam seus negócios. Em 2019, as mulheres conseguiram guardar 17,2% em volume financeiro a menos do que os homens, segundo os registros na plataforma do Nubank. Em 2021, o percentual aumentou para 47,6%. Durante a crise, 53% dos homens donos de microempresas contraíram empréstimos para manter seus negócios. 47% das mulheres usaram desse recurso. Cerca de 21% das mulheres têm conhecimento em experiência com investimentos, contra 37,9% dos homens. Mesmo antes da crise de covid, as MEIs mulheres já dedicavam cerca de 10,4 horas a mais que homens por semana em atividades domésticas e de cuidado com a família, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Fechamento de creches e escolas também impactou mais as mulheres (Imagem: StartupStockPhotos/Pixabay) “Isso confirma que a lacuna entre os gêneros no país ainda é um dos desafios mais evidentes do empreendedorismo por aqui e se reflete no quanto cada empreendedor ganha em seus negócios”, comenta Rafaela Nogueira, gerente de relações institucionais no Nubank. Segundo o BID, o fechamento de creches e escolas também impactou mais as mulheres ao trazer o acúmulo de jornadas de trabalho, incluindo as empreendedoras. “São mulheres que precisaram fechar seu negócio e que, por outro lado, sem a renda oriunda desse trabalho, vêm os homens com uma capacidade de poupança muito superior ao delas. Por isso, é fundamental questionar o que podemos fazer enquanto sociedade para superar os desafios do empreendedorismo feminino, e batalhar para que as lacunas de gênero sejam, se não eliminadas, ao menos reduzidas”, disse Renata Malheiros, coordenadora do Sebrae Delas, programa de aceleração de negócios liderados por mulheres. Leia a matéria no Canaltech. Trending no Canaltech: Ômicron: 7 sintomas associados à nova variante do coronavírus Tesla Cybertruck ganha clone chinês, e ele é melhor do que pensávamos Não consegue acessar retrospectiva Spotify 2021? Saiba como resolver Dois asteroides se aproximam da Terra em dezembro. Quais os riscos envolvidos? O que mudou do Moto G100 para o Moto G200?

