PF deflagra operação contra falsas operações de ‘day trade’ que pode ter captado quase R$ 200 milhões
Operação Traders tem como objetivo desarticular grupo que praticava crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, contra o mercado de capitais e realizada prática conhecida como pirâmide financeira A Polícia Federal, em trabalho conjunto com a Receita, deflagrou nesta quinta-feira a Operação Traders, com o objetivo de desarticular grupo criminoso que praticava crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, contra o mercado de capitais e realizava prática conhecida como pirâmide financeira. O grupo operava no Paraná, Santa Catarina, São Paulo Rio e Rio de Janeiro.
Os investigados se apresentavam como “traders” para captar economias de vítimas/investidores, a pretexto de aplicar os recursos no mercado de valores mobiliários. A investigação apontou que retornos acima daqueles praticados no mercado eram prometidos, embora as “mesas proprietárias” apresentassem perdas consistentes, principalmente em operações de “day trade”. Ou seja, além de não aplicar na bolsa de valores a integralidade dos recursos, o que era aplicado normalmente resultava em prejuízo.
Segundo a PF, as operações eram feitas através de, pelo menos, 22 empresas não autorizadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a captar recursos e realizar investimentos no mercado.
Com o passar do tempo, e como é percebido no histórico de esquemas assim, os investigados não conseguiam mais honrar os compromissos assumidos, vez que os valores arrecadados não eram de fato investidos em operações de bolsa de valores e, quando eram, não resultavam nos lucros prometidos.
Divulgação/Polícia Federal
A partir disso, a líder do esquema, que residia em Umuarama (PR), passou a dissimular o objeto fictício das empresas, tendo apresentado aos clientes a alegação de que iria migrar de “operações em bolsa de valores” para criação um “banco digital” e que, com este novo empreendimento, conseguiria honrar os contratos.
Foram mobilizados aproximadamente 70 Policiais Federais e 15 servidores da Receita para o cumprimento de 17 mandados judiciais, nas cidades de Umuarama, Guaíra, Douradina, Foz do Iguaçu e Curitiba, todas no Paraná, e em Taboão da Serra (SP). Além dos mandados de busca e apreensão, a Justiça Federal determinou o sequestro de automóveis, imóveis e criptoativos. As ordens foram expedidas pela 23ª Vara Federal de Curitiba (PR).
Durante as investigações, foi apurado que a organização criminosa captou movimentou valores que ultrapassam R$ 200 milhões e fez milhares de vítimas. Os valores eram depositados diretamente nas contas das empresas investigadas e depois transferidas, parcialmente, para as constas pessoais dos líderes do esquema.

