Plataforma descentralizada Nodle entra no Brasil com promessa de privacidade e parceria com MB

Aplicativo promete fornecer carteira baseada em conexões sem necessidade do usuário ceder seus dados pessoais A plataforma de rede de conexões descentralizadas e carteira digital Nodle anunciou nesta sexta-feira (2) sua expansão para o Brasil em parceria com o MB (antigo Mercado Bitcoin). A Nodle faz 1,4 milhão de transações por dia e pretende chegar a 30 milhões de usuários em 18 meses.
O modelo da empresa é criar uma rede de nós na qual a conexão do usuário com a carteira não se dá por cadastro, e sim por localização. A pessoa abre o app, se conecta via bluetooth com quem estiver por perto e, com isso, passa a ter uma carteira associada a seu dispositivo na qual ganhará tokens NODL conforme a rede aumenta. A partir daí, o usuário pode também conectar a Nodle com uma corretora para transferir os recursos, sendo que no Brasil o parceiro oficial para essas transferências será o MB.
“Em países como o Brasil as pessoas passam muito mais tempo no celular, então imagino que devem conectar mais dispositivos”, afirma Garrett Kinsman, cofundador da Nodle.
De acordo com ele, os sensores dos smartphones estão se tornando cada vez mais inteligentes, então é importante programar privacidade com um ecossistema cripto em vez de continuar acreditando que as big techs sempre farão um uso responsável dos dados pessoais de seus usuários. É por isso, segundo ele, que não é necessário fazer qualquer cadastro para usar a plataforma.
O risco de um modelo de negócios como este, em um país como o Brasil, tem mais a ver com o alto índice de roubos de celulares. Para isso, Micha Benoliel, o CEO da empresa, diz que o importante é trabalhar na localização do celular roubado e fazer parcerias com produtores de smartphones.
Fora o aspecto de interesse por smartphones dos brasileiros, os executivos também citam a ampla adoção de tecnologias como o PIX como sinal de que o país pode ser o mercado ideal para crescimento da plataforma. “O PIX no Brasil, em dois anos, chegou a mais de 150 milhões. Se conseguirmos fazer 10% disso já ficaremos muito felizes”, diz o CEO da empresa.
A Nodle é uma rede construída em cima do protocolo Polkadot que, segundo Benoliel, foi escolhido por ser muito forte em governança. A ideia, na projeção do CEO, é fazer a rede crescer em nodes com cada vez mais pessoas conectadas e com uma escala maior para ganhar receita com aplicações que sejam construídas no ecossistema Nodle.
Atualmente, a companhia tem projeto parceiro com uma grande seguradora europeia que os executivos não quiseram nomear, e que já responde com um contrato de US$ 500 mil com a rede. O trabalho realizado pela aplicação é de rastreamento de carros, com monitoramento de tags nos veículos.
“Quanto mais nodes existem, mais aplicações são possíveis e mais forte fica a rede. O valor está nos aplicativos e não no acesso”, explica Benoliel.

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