Presidente do Banco Central diz que o Pix “certamente ainda não alcançou seu potencial”
Roberto Campos Neto destacou que o uso do sistema de pagamentos instantâneos fica atrás apenas de convênios de arrecadação e cartões de débito e crédito O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que o “uso do Pix se intensifica mês após mês”. Mas reconheceu que o “Pix certamente ainda não alcançou seu potencial”, afirmando que o sistema ainda tem espaço para se expandir, por exemplo, no comércio eletrônico.
Em participação gravada anteriormente e exibida nesta terça-feira (16) no evento de comemoração de um ano do Pix, Campos destacou que o uso do sistema de pagamentos instantâneos fica atrás apenas de convênios de arrecadação e cartões de débito e crédito.
No evento, promovido pela autoridade monetária, o presidente também afirmou que “em um momento em que a economia ainda sofre impactos da pandemia, o Pix foi importante” ao fomentar novos negócios e permitir doações, por exemplo.
Campos também lembrou que o Pix Saque e o Pix Troco “serão gradualmente disponibilizados pelas instituições varejistas a partir do dia 29 deste mês”.
De acordo com o diretor de organização do sistema financeiro e resolução do BC, João Manoel Pinho de Mello, 104,4 milhões de pessoas já fizeram uma transferência ou pagamento via Pix, o que é equivalente a 62,4% da população adulta.
“O uso do Pix é disseminado regionalmente”, disse durante o evento, afirmando que, em 11 Estados, mais de 60% da população adulta já usou o sistema pelo menos uma vez.
Segundo Pinho de Mello, a maior parte das transações é feita “entre os mais jovens e adultos”.
“Mas a penetração e o uso entre aqueles com mais idade também são fortes, para um meio de pagamento digital”, disse.
Mello destacou que o BC calcula em 45,6 milhões o número de pessoas incluídas financeiramente pelo Pix. Esses 45,6 milhões de pessoas não tinham realizado uma transferência via Ted nos últimos 12 meses.
Além disso, 35% das pessoas incluídas no Cadastro Único já tem chave do Pix, enquanto no caso de beneficiários do Bolsa Família esse número é de 25%. “Isso é inclusão na veia”, afirmou.
Outro ponto destacado é que 60% das transações via Pix são de até R$ 100, “o que mostra que é usado para pequenas transações”.
Mello lembrou que há 7,9 milhões de empresas que usam o Pix, o que representa 54,6% das companhias com relacionamento com o Sistema Financeiro Nacional (SFN).
Ele destacou ainda que em outubro houve 1,2 bilhão de transferências via Pix, que somaram, em valores transacionados, pouco mais de R$ 580 bilhões. Segundo Mello, 1,2 bilhão de transações “já chega perto do que é feito com cartão de débito”.

