Prévia da expansão da atividade de serviços na zona do Euro aponta 3º mês seguido de desaceleração

Segundo a IHS Markit, prévia do índice dos gerentes de compras (PMI) composto na zona do euro aponta para uma queda ao menor nível em seis meses, a 54,3 em outubro, de 56,2 em setembro A prévia do índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto na zona do euro aponta para uma queda ao menor nível em seis meses, a 54,3 em outubro, de 56,2 em setembro, de acordo com o IHS Markit. Trata-se do terceiro mês seguido de queda do indicador.
Leia mais:
Crescente pressão salarial preocupa os países ricos
Índice de confiança do consumidor da zona do euro recua em outubro
Índice de preços ao consumidor na zona do euro sobe 0,5% em setembro

Por setor, o PMI de serviços caiu de 56,4 para 54,7 no mesmo período, também no nível mais baixo em seis meses. Ainda assim, o setor superou a indústria pelo segundo mês seguido, que ficou estável em 58,6 em base mensal, com a atividade fabril registrando uma desaceleração no crescimento pelo quarto mês consecutivo, ainda conforme o IHS Markit.

Por países, o PMI composto da Alemanha caiu a 52 em outubro, de 55,5 em setembro, atingindo o menor nível em oito meses. Na França, o PMI composto caiu de 55,3 para 54,7, no mesmo período.

“A pandemia contínua significa que os atrasos na cadeia de abastecimento seguem sendo uma grande preocupação, restringindo a produção e elevando os preços cada vez mais, tanto na manufatura quanto no setor de serviços, disse o economista-chefe de negócios da IHS Markit, Chris Williamson. Segundo ele, o crescimento da atividade de negócios na zona do euro desacelerou drasticamente em meio a crescentes gargalos de oferta.

Para o ING, embora muito desse cenário de desaceleração do crescimento e pressão sob os preços já está precificado nos mercados, a escassez global deixam o Banco Central Europeu (BCE) ainda mais para trás em relação ao caráter “temporário” da alta da inflação. “Isso significa mais combustível para os falcões, que procuram acabar com as compras de ativos líquidos mais cedo ou mais tarde”, dizem os estrategistas, referindo-se à ala conservadora (“hawkish”) do BCE.

Share