Profissionais da contabilidade são aliados dos clientes na implementação do Open Banking
O compartilhamento de dados deve ser avaliado e discutido com um especialista de confiança, recomenda o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) O Open Banking já é uma realidade no Brasil. Segundo o Banco Central (Bacen), 276 instituições já aderiram ao sistema de compartilhamento de dados, produtos e serviços financeiros. O Pix, que faz parte dessa nova plataforma digital, ultrapassou a marca de 6 milhões de empresas cadastradas e já é mais utilizado do que os antigos métodos de transferência de valores.
Entre novembro e agosto, o Pix movimentou mais de R$ 1,6 trilhão, resultantes de 2,4 bilhões de transações, enquanto a soma de operações com TED e DOC mobilizou apenas 842 milhões de transações e R$ 4,77 bilhões em valores, ainda segundo o Bacen.
Esse é um processo em andamento, que promete levar as quatro fases de implementação do Open Banking. Duas estão finalizadas e as demais devem se iniciar até o final do ano. O objetivo é transformar o cenário: se hoje uma instituição financeira não tem acesso ao relacionamento do cliente com outra, agora, com a permissão de cada correntista, as instituições se conectam diretamente às plataformas das demais, em um ambiente seguro.
Mas não é apenas a gestão financeira que se beneficia das vantagens dessas inovações. Elas beneficiam também uma série de processos na contabilidade, abrindo uma série de oportunidades para os profissionais do ramo.
Impactos nas empresas
“Apesar de ainda existirem muitas dúvidas no mercado sobre os novos modelos de operações financeiras, o Open Banking, assim como o Pix, indiscutivelmente, obriga todos a se adaptarem”, afirma o presidente do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Zulmir Ivânio Breda.
Na avalição de Breda, além da amplitude de acessos a empréstimos, financiamentos e vantagens nos sistemas bancários, a instantaneidade que o mecanismo do Pix provocou nos processos trouxe reflexos que impactam diretamente as empresas.
É o caso, afirma, “da redução de tarifas pagas até então com TED e DOC, do aumento no fluxo de receita percebido com o pagamento de clientes, devido à compensação imediata, inclusive fora do horário bancário e, ainda, das facilidades na realização de pagamentos de colaboradores e fornecedores”.
Todos esses fatores, em sua análise, “mudam completamente a forma com que as empresas estão se relacionando com o dinheiro e a gestão financeira”. Além de promover a migração mais ágil para a entidade que oferecer melhores pacotes de serviços e produtos, o novo sistema garante rapidez nos processos, custo reduzido e mudanças no dia a dia dos setores financeiros, com a vantagem adicional de diminuir custos. E é na soma dessas operações que se vislumbra o maior impacto das inovações tecnológicas para o setor contábil.
Apoio na contabilidade
A migração livre entre diferentes prestadores de serviços bancários pode ser realizada de forma mais segura com o suporte de um profissional de contabilidade de confiança, lembra o presidente do CFC. “Esse compartilhamento deve ser avaliado e discutido com atenção com o profissional da contabilidade da sua confiança. Mesmo ocorrendo somente com a autorização do titular e podendo ser cancelado a qualquer momento, esse procedimento requer conhecimento para a escolha assertiva”.
O setor está preparado para atender a essa demanda. Afinal, desde o surgimento do conceito de contabilidade digital, os escritórios de contabilidade vêm adaptando seus softwares e suas rotinas, a fim de agregar as inovações tecnológicas oferecidas pelo mercado e facilitar a integração com os dados e as informações dos clientes.
Além de prestar suporte aos clientes diante das mudanças que já aconteceram ao longo dos últimos meses, o setor pode apoiar os clientes de acordo com a evolução do novo sistema, na medida em que novas fases são implementadas, gerando novas oportunidades, mas também mais dúvidas.
“Empresas e escritórios de contabilidade andarão lado a lado nesse processo, desde as adesões às modalidades à gestão dos recursos. A classe reconhece que o Open Banking e o Pix representam a desburocratização dos sistemas bancários e seus serviços”, assegura Breda, para finalizar: “Essas inovações tendem a beneficiar todos, tanto na segurança das informações quanto na agilidade dos processos e, ainda, na abertura de possibilidades que o investimento em novas tecnologias traz”.
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