Publicações do BC podem ser suspensas com retomada da greve dos servidores, diz Rocha

De fato, as paralisações parciais e a greve têm impedido uma série de trabalhos internos do BC, incluindo a compilação de estatística, disse o chefe do departamento de estatística da autoridade monetária As publicações do Banco Central (BC) provavelmente serão suspensas com a retomada da greve a de funcionários da instituição partir de terça-feira, disse o chefe do departamento de estatísticas da instituição nesta segunda-feira, Fernando Rocha.
De fato, as paralisações parciais e a greve têm impedido uma série de trabalhos internos do BC, incluindo a compilação de estatística. Da mesma forma que foi comunicado anteriormente pelo Banco Central, a mesma situação provavelmente vai se repetir a partir de amanhã e, portanto, [será] a mesma comunicação, disse durante a apresentação das estatísticas fiscais de fevereiro, que foram divulgadas com um mês de defasagem em virtude da mobilização.

Os dados divulgados hoje estavam previstos para o fim de março. Na semana passada, sairiam os dados de março, que seguem sem previsão de publicação.
O BC comunicou logo no começo de abril que durante a greve as publicações seriam suspensas e, assim que fossem retomadas, avisaria os jornalistas com pelo menos 24 horas de antecedência. A mesma situação provavelmente vai se repetir amanhã. O mesmo cenário que tivemos em abril vai se colocar. O BC permanece com política de avisar a publicação das estatísticas com pelo menos 24 horas de antecedência, reforçou.
Os servidores do BC aprovaram na última sexta-feira a retomada da greve por tempo indeterminado a partir de terça. A categoria havia decidido suspender a mobilização no último dia 19 e deu prazo até 2 de maio para que o governo fizesse uma proposta formal, o que, segundo o sindicato que representa os trabalhadores, não ocorreu.
A suspensão da greve se deu após reunião com o presidente do BC, Roberto Campos Neto, sob promessa de reajuste de 5% e implementação de dois itens da pauta não-salarial, que não foram detalhados pela entidade.
Além disso, segundo a entidade, Campos se comprometeu a conseguir uma reunião com o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, ainda em abril. O presidente do Sinal, Fabio Faiad, afirmou que a categoria deu um voto de confiança ao presidente da autoridade monetária por ter avançado na pauta de reivindicações.

Os servidores, contudo, declararam que 5% seriam insuficientes e apresentaram contraproposta com reajuste de 27% concedido apenas a partir de 1º de julho. A proposta original previa reposição já no primeiro semestre deste ano.

A greve dos servidores adiou uma série de divulgações do BC, que voltaram a ser publicadas após a suspensão da mobilização, mas muitos dados ainda estão atrasados. Procurado, o BC afirmou que não comenta e não esclareceu se a rotina de publicações será afetada.

Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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