Quando o PIX é pago? Entenda as condições e taxas para empresas
No último ano, o Pix se consagrou como o principal meio de pagamento entre os brasileiros. Segundo o Banco Central, até o último mês de setembro, foram realizadas 26 bilhões de transações, com valor total de R$ 12,9 trilhões. A ferramenta de pagamento instantâneo foi rapidamente adotada pela população devido a sua praticidade e gratuidade. Novas regras do Pix passam a valer a partir desta segunda (2). veja o que muda IR 2023: Declaração pré-preenchida e PIX dão prioridade na restituição O que muita gente não sabe, porém, é que o Pix não é 100% gratuito. Desde o seu lançamento, em 2020, o Banco Central autorizou que os bancos e instituições financeiras cobrassem tarifas para alguns casos específicos. Vale ressaltar que o BC não exige nenhuma cobrança, ou seja, a decisão de cobrar ou não e os valores são definidos por cada instituição bancária. Quando o Pix é pago? Segundo as regras do BC, o Pix é gratuito para pessoas físicas, microempreendedores individuais (MEIs) e empresários individuais (EIs). No entanto, quando esses usuários recebem pagamentos por uma venda comercial, alguns aspectos são considerados, como: -Podcast Canaltech: de segunda a sexta-feira, você escuta as principais manchetes e comentários sobre os acontecimentos tecnológicos no Brasil e no mundo. Links aqui: https://canaltech.com.br/360/- Pessoas jurídicas que não são MEIs ou EIs, tanto o recebimento quanto o envio de Pix podem ser cobrados. Pessoas físicas que receberem mais de 30 transações Pix por mês. Transferências por meio de QR Code dinâmico. Transferências de pessoas jurídicas via QR Code. Transferências em conta exclusiva para uso comercial. Segundo um levantamento do portal Folha de S. Paulo de 2021, dentre as principais instituições financeiras que atuam no Brasil, a maioria não realiza nenhum tipo de cobrança para o uso do Pix — incluindo Nubank, Caixa Econômica, C6 Bank, PagSeguro, PicPay e Sicoob. Confira quais dos principais bancos cobram e suas respectivas taxas, a seguir.
Banco do Brasil: Pessoa jurídica paga taxa de 0,99% sobre o valor do envio via Pix, limitada ao mínimo de R$ 1 e ao máximo de R$ 10. Ao receber por QR Code, seja ele estático ou dinâmico, é sujeito à mesma taxa, mas seu limite máximo é de R$ 140.
Itaú Unibanco: As taxas variam de acordo com o perfil e porte da empresa e podem ser um percentual calculado sobre o valor (limitado a R$ 9,60) ou uma tarifa fixa. Há a possibilidade de isenção de todas ou algumas taxas, a depender do volume de operações e do relacionamento bancário.
Mercado Pago: Não cobra por transferências feitas por pequenos vendedores. O serviço é cobrado de “redes maiores e, nesse caso, são negociações específicas”.
Santander: As taxas são aplicadas em recebimentos via QR Code estático ou dinâmico, em que o banco pode cobrar uma tarifa fixa ou um percentual do valor, dependendo do pacote de serviços contratado pelo cliente. Para envio de Pix, o Santander cobra um percentual sobre o valor enviado, que possui limite mínimo e máximo — que variam conforme os termos acordados.

