Santander continua ‘obcecado’ em reduzir custo de servir, diz Leão
Presidente do banco disse que vai continuar expandindo mais rapidamente em linhas de crédito com garantia para pessoa física O presidente do Santander Brasil, Mario Leão, disse em teleconferência com analistas referente à divulgação do resultado do 2º trimestre do banco que a instituição financeira continua “obcecada em reduzir o custo de servir”.
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O banco apresentou dados de uma queda no custo de servir por cliente de R$ 42 em junho de 2019 para R$ 20,1 em maio deste ano. Somente em 2022, a queda nesse custo é de 29%.
Além disso, de acordo com o executivo, a capacidade de antecipar tendências por parte do banco “está se mostrando em novas safras melhores”. “Estamos desenvolvendo nosso pensamento estratégico para os próximos anos para ser a melhor plataforma de serviços financeiros ao consumo em geral”, afirmou o presidente.
Na conferência, Leão disse que o banco continua expandindo as agências e que acreditam na importância do canal físico.
O presidente do Santander Brasil disse em respostas a analistas de mercado que o banco vai continuar expandindo mais rapidamente em linhas de crédito com garantia, na pessoa física, nos 3º e 4º trimestres do ano. Isso não significa, disse ele, que não haverá empréstimo àqueles que não têm garantia.
A deterioração da qualidade do crédito, disse o executivo, está dentro do esperado. Aos analistas, o vice-presidente financeiro, Angel Santodomingo, voltou a dizer que estão vendo na inadimplência os primeiros sinais das medidas de risco que foram tomadas desde setembro.
Dados divulgados no balanço de hoje indicam que o banco encerrou o segundo trimestre com inadimplência de 2,9% na carteira de crédito, ante 2,9% em março e 2,2% em junho do ano anterior.
Santodomingo disse que não esperaria um número positivo para margem com mercado em 2022.
“Essa não é nenhuma novidade. O nível continuará a ser negativo”, disse. Mais cedo, ainda durante a conferência, ele já havia dito que a margem com mercado e a provisão para devedores duvidosos (PDD) continuam sob pressão, em função principalmente do ambiente macroeconômico.
Questionado, o presidente do Santander afirmou que vai continuar expandindo a carteira de atacado, corporate e investment banking. “No segundo semestre devemos, ter sinais melhores e poderemos expandir carteiras em ritmo mais rápido”, afirmou Leão. “Estamos ampliando as carteiras e estamos confortáveis em ampliar o atacado como um todo, que é o banco de investimento corporativo.”
O presidente do Santander Brasil destacou ainda alguns dos novos serviços que estão sendo lançados pela instituição financeira.
Leão destacou o serviço de assistência, o HelpS, que já fechou 20 mil contratos desde o lançamento, e a plataforma “AAA”, com a intenção de expandir de 350 para 1.350 consultores. Segundo Leão, a corretora Toro já conta com 1 milhão de clientes, com alta anual de 100%, e 14 milhões de transação no 2º trimestre de 2022.
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Mario Leão, do Santander: obsessão em reduzir custo de servir do banco
Claudio Belli/Valor

