Santander fecha 4º trimestre com lucro gerencial de R$ 1,689 bilhão, queda de 56% em 12 meses
O lucro societário do banco ficou em R$ 1,609 bilhão entre outubro e dezembro, com queda de 47,1% no trimestre e 57,6% em 12 meses O Santander Brasil obteve lucro líquido gerencial de R$ 1,689 bilhão no quarto trimestre de 2022, o que representa queda de 45,9% na comparação com o terceiro trimestre e de 56,5% ante o mesmo período de 2021. Projeções dos analistas consultados pelo Valor apontavam um ganho de R$ 2,605 bilhões. O lucro societário do Santander ficou em R$ 1,609 bilhão entre outubro e dezembro, com queda de 47,1% no trimestre e 57,6% em 12 meses.
O Santander teve lucro gerencial de R$ 12,9 bilhões em 2022, com queda de 21,0% sobre o ano anterior.
O terceiro maior banco privado do país em ativos contabilizou margem financeira bruta de R$ 12,517 bilhões no quarto trimestre de 2022, com queda de 0,6% na comparação trimestral e 11,5% em um ano. A margem com clientes foi de R$ 13,781 bilhões, com queda de 2,6% na comparação trimestral e alta de 11,1% na relação anual. Dentro dessa linha, a margem com produtos caiu 1,9% no trimestre, a R$ 13,004 bilhões. O volume médio ficou em R$ 490,437 milhões, com alta trimestral de 3,1%, e o spread caiu 0,52 ponto porcentual, para 10,2%.
Já a margem de operações com o mercado ficou negativa em R$ 1,265 bilhão, 18,1% melhor do que no trimestre anterior, mas bem pior que o saldo positivo de R$ 1,744 bilhão registrado no quarto trimestre de 2021.
“Na comparação trimestral, a margem financeira com clientes caiu 2,6%, influenciada por uma maior seletividade de crédito e a mudança de mix, com foco em produtos com garantia. O funding foi afetado pelo menor número de dias úteis”, diz o Santander. Já a margem com o mercado continuou sofrendo em função da sensibilidade à curva de juros.
O Santander apontou ainda que as despesas líquidas com provisões para devedores duvidosos (PDD) ficaram em R$ 7,364 bilhões, com elevação de 18,6% ante o trimestre anterior e 99,4% em relação ao quarto trimestre de 2021. O banco diz que as despesas foram impactadas por um evento subsequente no segmento de atacado. Apesar de não citar, é bastante provável que esteja relacionado ao caso Americanas. O banco tem uma exposição de R$ 3,7 bilhões à varejista.
O resultado líquido de R$ 7,364 bilhões no trimestre é fruto de despesas de R$ 8,056 bilhões mais um ganho de R$ 692 milhões com recuperação de créditos que haviam sido baixados a prejuízo. A PDD ficou em R$ 23,930 bilhões em 2022, com crescimento de 72,7% em relação ao ano anterior. O índice de cobertura do Santander subiu para 230% no quarto trimestre, de 226% no terceiro e 220% no quarto trimestre de 2021.
As receitas de prestação de serviços e tarifas bancárias atingiram R$ 5,075 bilhões, com crescimento de 7,2% no trimestre e 1,9% em 12 meses. Já as despesas gerais totalizaram R$ 6,049 bilhões, com expansão de 6,3% no trimestre e 7,7% em um ano.
O retorno sobre o patrimônio (ROE) ajustado ficou em 8,3% no quarto trimestre de 2022, de 15,6% no terceiro e 20% no quarto trimestre do ano anterior . O índice de Basileia ficou em 13,9%, de 14,5% e 14,9%, na mesma base de comparação.
Divulgação
Carteira de crédito
O Santander encerrou dezembro de 2022 com R$ 489,687 bilhões na carteira de crédito. O saldo aumentou 1,1% ao longo do quarto trimestre e cresceu 5,8% na comparação com dezembro de 2021. Descontado o efeito da variação cambial, a alta em 12 meses foi de 6,5%.
O saldo de operações com pequenas e médias empresas estava em R$ 66,080 bilhões no fim do quarto trimestre, alta de 2,4% em relação a setembro e de 7,5% na comparação com dezembro do ano anterior.
A carteira de pessoas físicas, que é a mais relevante para o Santander, cresceu 2,7% no trimestre e 8,4% em 12 meses, para R$ 226,302 bilhões no fim de dezembro. O segmento foi impulsionado pelas linhas de cartão de crédito (+5,4% na margem), agro (+4,6%) e consignado (+3,7%).
O financiamento ao consumo teve expansão de 0,1% em relação a setembro e de 1,8% na comparação com dezembro de 2021, totalizando R$ 67,970 bilhões.
A carteira de grandes empresas era de R$ 129,336 bilhões no fim de dezembro de 2022, apontando queda de 1,6% em relação a setembro e alta de 2,9% frente a dezembro do calendário anterior. A linha de crédito rural caiu 6% no trimestre, enquanto capital de giro/outros recuou 2,5%.

