Selic e CDI: como podem afetar o seu dinheiro investido?

Entenda mais sobre os dois tipos de taxa de juros e como elas podem afetar a remuneração de suas aplicações A Selic é a taxa básica de juros do Brasil. Definida pelo Banco Central em reuniões a cada 45 dias, é uma referência tanto para os empréstimos como para as aplicações financeiras no país.
Quando o BC aumenta ou diminui a Selic, os outros bancos podem seguir o movimento e elevar ou reduzir os juros cobrados dos clientes nos seus financiamentos. Por isso, a Selic é um instrumento que ajuda o BC a proteger o valor da moeda, o real, ao controlar a quantidade de dinheiro disponível na economia.
Se a Selic é reduzida, os juros bancários acompanham, e mais clientes vão se interessar em tomar crédito barato. com mais dinheiro circulando, a economia se aquece e cresce. Porém, o BC não quer que aqueça demais, porque muito dinheiro sobrando encoraja as empresas a aumentar os seus preços, levando à inflação – a perda de valor da moeda. Aí, o BC faz o contrário: aumenta a Selic para esfriar os ânimos.
No mercado financeiro, a Selic serve de parâmetro para os investimentos. A elevação da taxa aumenta os juros pagos nas aplicações de renda fixa, e a redução faz o rendimento cair. Em momentos de crise, no passado, a Selic chegou a 45% ao ano. Desde 2017, vem sendo reduzida, e agora está em 4,25%, perto do menor nível da História. Isso significa também que as aplicações de renda fixa ficaram menos atraentes, e muitos investidores vêm buscando no mercado alternativas mais rentáveis.
E o CDI?
O Certificado de Depósito Interbancário, conhecido popularmente como CDI, é um título que funciona como uma nota promissória entre instituições financeiras. Na prática, um banco que encerrou o dia com caixa negativo procura outro que tem um bom saldo e faz um empréstimo para conseguir fechar o dia no azul, entregando ao seu credor um CDI.
Os juros cobrados são a chamada taxa DI, que acompanha os movimentos da taxa Selic, mas é calculada diariamente. (No dia a dia, muita gente chama de taxa CDI, o que não está tecnicamente correto.) Pessoas físicas não podem investir no CDI – entretanto, a taxa DI serve de referência para diversas outras aplicações, como o Certificado de
Depósito Bancário (CDB), a Letra de Crédito Imobiliário (LCI), a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) e a Letra de Câmbio (LC). Quando uma aplicação oferece 100% do DI, quer dizer que paga ao investidor o equivalente à taxa média dos empréstimos realizados entre os bancos.
5 aprendizados para guardar sobre a Selic e o CDI
A Selic representa os juros básicos da economia brasileira, e seus movimentos influenciam todas as taxas de juros praticadas no país, sejam as cobradas em empréstimos, sejam as que um investidor recebe ao realizar uma aplicação financeira.
Ela é a principal ferramenta do Banco Central para controlar o volume de recursos em circulação. Quando a economia está aquecida e há risco de inflação alta, a Selic é elevada, o que desestimula o consumo. Quando a Selic diminui, há maior estímulo para o consumo, e a economia tende a aquecer.
A cada ano são realizadas oito reuniões do Comitê de Política Monetária, órgão ligado ao Banco Central, para definição da taxa.
Então, a cada 45 dias os responsáveis se reúnem para definir se a meta da Selic se mantém, se aumentará ou se será reduzida.
Uma elevação da Selic beneficia os investimentos de renda fixa (CDBs, letras de crédito, debêntures), que oferecem uma remuneração baseada em juros.

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