Servidores do BC mantêm paralisação de 4h em 9 de fevereiro
Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central afirmou que a mobilização por reajuste e reestruturação da carreira teve apoio de 90% dos que estavam na assembleia Os servidores do Banco Central (BC) aprovaram, nesta quarta-feira (02), a manutenção da paralisação de quatro horas em 9 de fevereiro. Em assembleia, os trabalhadores decidiram cruzar os braços entre 8h e 12h.
Segundo o Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal), a mobilização por reajuste e reestruturação da carreira teve apoio de 90% dos que estavam na assembleia.
De acordo com o sindicato, está prevista uma reunião virtual entre os representantes dos servidores do BC e o presidente da autarquia, Roberto Campos Neto, nesta quinta-feira (04), às 17h.
A última conversa com o presidente do BC, Roberto Campos Neto, foi produtiva e positiva. Logo, temos uma boa expectativa para essa nova reunião de 3/2, disse a entidade em nota.
Contudo, as últimas declarações do presidente Bolsonaro, do deputado Ricardo Barros e dos ministros Ciro Nogueira e Paulo Guedes sugerem ainda que o reajuste será dado somente para os policiais federais, excluindo os servidores do BC. Por isso, a categoria aprovou ‘manter a paralisação de 9/2’, completou.
A expectativa do sindicato para a próxima mobilização é de adesão de 65%. A ideia é não interromper serviços essenciais, mas atrasar algumas entregas da autoridade monetária.
Na última paralisação, em 18 de janeiro, a adesão foi de 50%, segundo a entidade. Atualmente, o quadro da autoridade monetária conta com 3.478 funcionários.
Na ocasião, os trabalhadores pararam, de forma presencial e virtual, por duas horas. Eles começaram a se mobilizar após o Congresso aprovar previsão de reposição apenas para policiais federais no Orçamento de 2022, com apoio do presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em forma de protesto, os servidores organizam listas de entrega de cargos de chefia e de rejeição de possíveis substituições, que conta com apoio 50% da categoria. O sindicato pretende aumentar a adesão para 65%.
No BC, o salário inicial (sem comissão) para nível superior, que são os analistas, é de R$ 19.197,06 e pode chegar a R$ 27.369,67 no último nível da carreira.
Os procuradores (área jurídica do BC) ganham entre R$ 21.014,49 e R$ 27.303,70. Para nível médio, que são os técnicos, a remuneração começa em R$ 7.283,31 e vai até R$ 12.514,58.
Os servidores não descartam greve por tempo indeterminado a partir de 9 de março caso o governo não dê uma resposta concreta até o dia 23 de fevereiro.
Banco Central do Brasil, no Setor Bancário Sul, em Brasília
Jorge William/Agência O Globo

