Setor público consolidado tem déficit primário de R$ 32,9 bi em maio
No conceito nominal, que inclui as despesas com juros, as contas dos governos ficaram negativas em R$ 65,9 bilhões no mês O setor público consolidado fechou maio com déficit primário de R$ 32,993 bilhões, conforme divulgou o Banco Central (BC) nesta sexta-feira. Em maio do ano passado, o resultado havia sido deficitário em R$ 15,541 bilhões.
Os dados do setor público consolidado envolvem governo central (formado por Previdência e Tesouro, além do próprio BC), Estados, municípios e estatais. Ficam fora da conta Petrobras, Eletrobras e bancos públicos, como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
O resultado de maio refletiu um déficit do governo central de R$ 40,018 bilhões e um superávit de R$ 7,332 bilhões dos Estados e municípios. As estatais tiveram déficit de R$ 307 milhões.
Em 12 meses até maio, o setor público consolidado teve superávit de R$ 119,928 bilhões, o equivalente a 1,32% do Produto Interno Bruto (PIB). Nos 12 meses até abril, o superávit estava em 1,53% do PIB.
Além disso, nos cinco primeiros meses do ano, o setor público consolidado registrou superávit de R$ 115,5 bilhões, acima do resultado positivo de R$ 60,3 bilhões no mesmo período de 2021.
Resultado nominal
No conceito nominal, ou seja, incluindo as despesas com juros, o setor público consolidado teve déficit de R$ 65,971 bilhões em maio. Um ano antes o resultado havia sido deficitário em R$ 37,439 bilhões.
Além do saldo primário negativo, o mês de maio também registrou uma conta de juros de R$ 32,979 bilhões.
Em 12 meses até maio, o déficit nominal alcançou R$ 380,575 bilhões, o equivalente a 4,19% do PIB. Até abril, eram 3,93% do PIB. A conta de juros no mesmo período somou R$ 500,502 bilhões, ou 5,51% do PIB, vinda de 5,46% em abril.
Novamente, os dados não incluem Petrobras e Eletrobras. Os bancos estatais também não entram na conta, pois as estatísticas se referem ao setor público não financeiro.
As estatísticas fiscais estão sendo publicadas com defasagem maior do que a usual em decorrência da greve dos servidores do BC, que terminou em 5 de julho, e a autoridade monetária está atualizando os dados gradualmente. Normalmente, na última semana de julho, são publicados os números de junho.
José Cruz/Agência Brasil

