Startup BetaBlocks cria serviço de blockchain do tipo ‘white label’

Formato lembra os publicadores de conteúdo na internet do tipo CMS, mas numa versão web3 Depois do modelo cripto-as-a-service (CaaS), infraestrutura que permite a neobancos e e-commerces se tornarem corretoras de criptoativos, o segmento agora conta com a versão blockchain de infraestrutura “white label” para produção de NFTs (token não fungível) e ativos digitais em geral. O serviço foi desenvolvido pela startup BetaBlocks, que recebeu R$ 8 milhões de fundos de venture capital e passou por aceleração da Endeavor.
Fundada em 2018 em Miami, a startup fornece blockchain-as-a-service (BaaS) para empresas de diferentes segmentos de negócios customizarem a digitalização de produtos e serviços com suas próprias marcas por uma fração do custo de um projeto desenvolvido do zero, como muitas companhias têm se aventurado no universo da chamada web3.
O formato lembra os publicadores de conteúdo na internet do tipo CMS (Content Management System) e está pronto para “tokenizar” ativos ambientais como créditos de carbono, direitos sobre dívidas, captação de recursos e patrocínios, além de programas de fidelidade, tíquetes de eventos, comunidades e arte digital colecionável, entre outros.
Trata-se de um mercado de US$ 25 bilhões apenas considerando os NFTs negociados no ano passado por um total de 28,6 milhões de carteiras digitais, de acordo com a DappRadar, empresa de pesquisa de registro de ativos digitais nas blockchains.
A startup já tinha um histórico de implementações em blockchain nas áreas de realidade aumentada, marketplaces de ativos digitais e programas de recompensa. As implementações são usadas para reduzir custos com tecnologia, aumentar receita e promover engajamento e retenção de consumidores.
Segundo Roberto Machado, cofundador e CEO da BetaBlocks, o modelo de negócio da startup se inspira na experiência de gigantes como Shopify e VTEX, provedoras de infraestrutura para e-commerce, só que numa versão web3, com funcionalidades como leilão de tokens e liquidação imediata via “smart contracts” autoexecutáveis, distribuição automática de royalties, programação dos termos de venda e liquidez vinda das plataformas de ativos digitais.
“O modelo (SaaS) proporciona uma constante atualização às novidades do mercado e nos permite focar na entrega de produtos acessíveis ao estágio de inovação de cada empresa”, disse Machado.
“Buscamos desenvolver sistemas que são utilizados por qualquer empresa que deseja entrar na web3 de forma rápida, simples e segura”, disse Fabio Toledo, gerente geral da empresa no Brasil.
De olho na digitalização de ativos ambientais, a startup abriu seu escritório brasileiro em Manaus, com objetivo de apoiar o ecossistema de inovação local e de se dedicar à tokenização de créditos de carbono. Em 2020, a BetaBlocks concluiu o programa de ganho de escala da Endeavor e no ano seguinte recebeu um investimento de fundos de venture capital liderados pela E3 Negócios, Ocean Azul Partners e SaaS Ventures.

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