Tendência é que dividendos voltem para média histórica, acredita Bradesco
Octavio de Lazari Jr comentou que o foco do banco segue na redução de despesas operacionais O presidente executivo do Bradesco, Octavio de Lazari Jr, afirmou que a tendência é que os dividendos distribuídos pela instituição voltem à média histórica. “Já anunciamos uma recompra e a tendência é remunerar cada vez melhor o nosso acionista”, disse em teleconferência com analistas.
O banco divulgou no fim de abril fato relevante que instituiu um novo programa de recompra, que autoriza aquisição de até 48.705.792 ações ordinárias e 48.485.003 preferenciais.
Lazari comentou ainda que o foco da instituição segue na redução de despesas operacionais, apesar de fatores que podem elevar esses dispêndios, como a inflação e o reajuste dos salários dos bancários em setembro. “Estamos segurando a rédea para manter despesas do centro do guidance para baixo”, afirmou.
Foto: Ana Paula Paiva/Valor
As despesas operacionais atingiram R$ 11,204 bilhões no primeiro trimestre, queda de 4,7% na comparação anual e de 2,4% na trimestral. O guidance estabelecido para este ano está entre -5% e -1%.
Pandemia deve ter melhora nos números
Lazari afirmou também que espera uma melhora nos números da pandemia de coronavírus em maio, com o avanço da vacinação, o que deve favorecer uma reabertura ainda maior da economia e estimular a atividade.
“As originações de crédito continuam em ritmo muito bom e devem se intensificar com a reabertura da economia”, comentou. Segundo o Bradesco, a originação de crédito por dia útil foi de R$ 96 milhões no primeiro trimestre, ante R$ 101 milhões no quarto e R$ 100 milhões no primeiro trimestre do ano passado.
Lazari afirmou que o ano começou um pouco devagar, mas foi avançando continuamente ao longo dos meses. “No comecinho do ano parecia que estava patinando, sem sair muito do lugar, mas no fimzinho de janeiro já vimos uma movimentação maior, em termos de transações dos clientes, crédito pessoal. E houve um crescimento contínuo em janeiro, fevereiro, março, e abril foi melhor ainda que o primeiro trimestre. A tendência nos parece muito mais positiva, principalmente se houver redução dos casos. A vacinação é uma condição ‘sine qua non’, mas as coisas vão indo”.
Segundo ele, o banco tem uma visão positiva para a economia, mas não exageradamente otimista.

