Vagas para talentos no mercado de criptoativos cresceram 395%
Pesquisa mostra que profissionais de diversas áreas estão migrando do mercado tradicional, interessados em trabalhar com criptomoedas O mercado de criptomoedas como um todo cresceu num ritmo frenético nos últimos dois anos e a quantidade de ofertas de trabalho no mercado cripto explodiu na mesma proporção. Segundo uma pesquisa do LinkedIn, as publicações de empregos para o setor cresceram 395% em 2021. As principais cidades contratantes desses profissionais foram São Francisco, Austin, Nova York, Miami e Denver, todas nos Estados Unidos que já é o maior minerador do mundo.
Termos como “bitcoin”, “ethereum”, “blockchain” e “criptomoeda” também cresceram expressivamente de 2020 a 2021, de acordo com o estudo. Esses números são significativamente maiores do que o aumento de 98% nas publicações de empregos no setor de tecnologia mais amplo no mesmo período.
Com dados impressionantes e uma indústria em desenvolvimento, as exchanges, companhias ligadas ao universo cripto e empresas tradicionais precisam correr atrás de talentos com habilidades e olhares atentos às novas tecnologias.
Cargos em alta
A maioria das postagens foram para cargos de software e finanças, mas o LinkedIn também observou um aumento na demanda por pessoas com habilidades em contabilidade, consultoria, departamento pessoal e desenvolvimento de hardware de computador. Alguns dos cargos mais comuns snao para desenvolvedores e engenheiros de blockchain.
Com a entrada de gigantes no ‘mainstream crypto’, o mercado tradicional vem perdendo talentos para a indústria cripto na mesma medida que aumenta o interesse dos governos e empresas de diferentes áreas.
Robson Harada, especialista em inovação e transformação digital em organizações complexas e empresas nativas digitais, é um dos talentos contratados pelo Mercado Bitcoin para o cargo de diretor de Marketing e Crescimento da 2TM.
Com passagens por gigantes globais da indústria tech como Facebook, Uber e Google, Harada saiu de uma das maiores instituições financeiras do país, o Itaú Unibanco (onde atuava como Head de Growth Marketing) para embarcar no universo cripto.
Para Harada, essa migração de capital intelectual da grande indústria para o mercado cripto é um processo natural de crescimento de um setor que está na vanguarda tecnológica. Ele lembra que a tecnologia sempre atraiu capital intelectual importante, vide as grandes empresas tech, que receberam boa parte da migração desse capital intelectual até então.
“Muita gente que estava com carreira consolidada nos setores tradicionais resolveu experimentar esse novo ramo de atuação, por enxergar a oportunidade de participar de uma revolução tecnológica substancial para a sociedade. Nada melhor do que atuar ‘in loco’ para aprender e, o mais excitante, poder participar da construção do futuro. Isso tem o potencial de atrair grandes mentes. Além disso, as empresas do setor cripto se capitalizaram e foram atrás de nomes de outras áreas de atuação que pudessem trazer ideias novas e oxigenar o segmento.”, explica Harada.
Eu quero muito colaborar na democratização dessa nova janela de oportunidade que a Web3 e a tecnologia blockchain pode trazer para levar conhecimento e mudar a vida das pessoas para melhor.
A nova casa de Harada, a 2TM, se define como “um ecossistema integrado de empresas de tecnologia financeira criadas para transformar o futuro da nova economia digital” e é a controladora de gigantes cripto como o Mercado Bitcoin, MBDA Digital Assets, CryptoHub, MezaPro, Blockchain Academy, Bitrust, Clearbook e MeuBank.
Migração de cérebros
O cofundador da Transfero, Thiago Cesar, é pioneiro na indústria de criptoativos como empresário e pesquisador. Com experiência anterior na divisão automotiva da Daewoo International, ele se concentrou nas operações de Trade Finance entre Brasil, China e Coréia do Sul entre 2011 e 2013, quando começou a ouvir falar dos criptoativos.
“O que mais me chamou a atenção na época foi a capacidade de internacionalização da riqueza que os criptoativos conseguem entregar, no mesmo sentido que a internet tirou as barreiras da comunicação como enviar um e-mail para alguém que está lá no Japão sem barreiras geográficas. A cripto fez com que você pudesse fazer transferências de valores ou pudesse movimentar importâncias sem barreiras geográficas. Foi o que me atraiu para o mundo das finanças internacionais”, explica Thiago.
Thiago Cesar é CEO e cofundador da Transfero
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Em 2015, co-fundou a Bit.One, lançando um dos primeiros gateways de pagamentos via Bitcoin no Brasil e também o primeiro cartão de débito brasileiro com Bitcoin, em 2016. Em 2017, a empresa expandiu-se para a Suíça para se tornar a Transfero Swiss, uma das principais em gerenciamento de ativos digitais com presença no Brasil, Suíça, Liechtenstein, Malta e Bahamas. Ele também foi um dos primeiros a defender uma tese acadêmica sobre Bitcoin, realizou pesquisas sólidas no Instituto de Assuntos Econômicos, com foco nos aspectos macroeconômicos do Bitcoin e da blockchain.
Conectado à academia e ao setor financeiro tradicional, ele é um palestrante frequente em instituições e eventos de primeira classe, como Universidade de Oxford, Universidade George Washington, Eurofinance e Banco Central do Brasil. Com mestrado em Economia e Gestão Internacional, cursou a Universidade de Londres. Hoje a Tranfero é também a criadora da primeira stablecoin do Brasil pareada ao Real: a BRZ Stablecoin.
Estevão Rizzo acredita na migração de capital intelectual da grande indústria para o mercado cripto
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O professor Estevão Rizzo, profissional sênior de marketing e professor da Fundação Getúlio Vargas, divide o tempo entre a sala de aula com a responsabilidade der ser a cabeça pensante por trás de todas as estratégias de marketing para Blockchain, NFTs e assuntos relacionados à criptoeconomia na NFTFY, um Market Place de NFTs fracionados fundada por brasileiros.
Rizzo diz que, como professor, está sempre atrás das grandes inovações e acredita que o NFT será uma das grandes ferramentas de massa para que as pessoas entrem para o universo cripto, não apenas como arte digital, mas com inúmeras funcionalidades que vão desde a compra de um carro até assinatura de um documento de uma propriedade.
“Acompanho a migração de capital intelectual da grande indústria para o mercado cripto, assim como consegui enxergar antes que a internet iria gerar uma disrupção no mercado de comunicação. Vejo o mesmo potencial no mercado cripto”, conclui Rizzo.
Em Wall Street, um dos maiores traders, Paul Tudor Jones, disse recentemente em uma entrevista à rede de TV americana CNBC que cada vez mais mentes brilhantes deixam as faculdades direto para cripto e web3. “É difícil não estar comprado em cripto, se considerarmos o volume de capital intelectual que está indo para esse espaço”, explica.
Para Tudor, o atual período de altas taxas de juros na maior economia do planeta atrai ainda mais compradores para as criptomoedas, principalmente o Bitcoin. Vários países, incluindo Brasil, já deram a largada para regulamentar as criptomoedas, atraindo cada vez mais executivos de alto escalão e grandes instituições.
Como se especializar?
Profissionais de ponta estão sempre em busca de mais informação e precisam se manter atualizados. Segundo o especialista de Recursos Humanos, Daniel Ostrowska, da Woke (empresa com foco em recrutamento de altos executivos), para se destacar no mercado o profissional precisa desenvolver as seguintes habilidades:
⦁ Adaptabilidade: a velocidade das inovações muda o mercado em um curto espaço de tempo. Empresas e seus executivos precisam se adequar às novas realidades, culturas e direções no mesmo ritmo.
⦁ Colaboração: nenhum conhecimento individual supera a capacidade de entrega de um grupo, quanto mais conexões focadas na evolução ou correção de algo, maior é a entrega de valor.
⦁ Ownership: não existe mais problema do outro, se a empresa tem um objetivo claro, o desafio é de todos alcançá-lo.
⦁ Agilidade de Aprendizado: Aprender ativamente por meio da experimentação ao enfrentar novos problemas ou situações de mudanças, usando os sucessos e falhas como formas de aprendizado.
Além disso, é preciso desenvolver habilidades técnicas próprias do mercado. Um dos projetos de destaque da 2TM é a Blockchain Academy, a primeira plataforma de ensino voltada para novos conhecimentos na criptoeconomia e blockchain, direcionada a programadores, advogados, empreendedores, investidores e entusiastas da nova economia digital.
Saiba mais em https://blockchainacademy.com.br/.
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