Varejo em queda pode ser sinal de economia ‘virando a esquina’, diz J.P. Morgan
Economistas do banco esperam desaceleração da atividade no segundo semestre As vendas no varejo vêm enfraquecendo nos últimos três a quatro meses, “talvez o primeiro sinal de que a economia brasileira está virando a esquina”, dizem os economistas Vinicius Moreira e Cassiana Fernandez, do J.P. Morgan, em referência à esperada desaceleração da atividade no segundo semestre.
O varejo restrito (que não inclui veículos e material de construção) recuou 0,1% em agosto, ante julho, conforme divulgou o IBGE mais cedo. A expectativa mediana colhida pelo Valor Data era de queda de 0,5%.
Com o resultado, a herança estatística para o varejo restrito no terceiro trimestre está agora em -1,8%, segundo o Goldman Sachs. Para o varejo ampliado – que inclui veículos e material de construção e recuou 0,6% em agosto, ante julho -, a herança está em -2,4%.
De modo geral, a queda dos preços dos combustíveis e das tarifas de eletricidade e telecomunicações, transferências de renda generosas para famílias com alta propensão a consumir e o fortalecimento da confiança do consumidor devem oferecer algum suporte de curto prazo à atividade de varejo, de acordo com Alberto Ramos, diretor de pesquisa econômica para a América Latina do Goldman Sachs.
Por outro lado, condições financeiras domésticas apertadas, níveis recordes de endividamento das famílias e condições de crédito cada vez mais exigentes devem gerar dificuldades crescentes para a atividade de varejo nos próximos meses, afirma Ramos.
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Bloomberg

